Agora sim, resolvi mais uma das pendengas da minha vida.
Como um belo nerdzinho que era, viciado em Lego, passava horas a encaixar as pecinhas até que pimba! surgia mais uma daquelas maravilhosas criações, que dá orgulho de ver, aquela história de que você mesmo fez e que só você tem e por conseqüência, ficava lá montado por muito muito tempo, orgulho puro. E o resultado disso tudo, falta crônica de peças.
Então, recentemente me deparei com o blog de brinquedo, que não é um exemplo de blog sobre Lego, mas o meu filtro ultra tendencioso deu uma super importância aos poucos Legos que lá vi, a princípio somente achei bonito, lembranças surgiram, enfim. Em pouco tempo estava eu com um brinquedinho novo, mas desta vez não precisei ir correndo pegar minhas pecinhas que ainda estão aqui em casa, apenas instalei um simulador de Lego no pc! o que teoricamente elimina o problema da falta de peças, embora desconfie que elimine boa parte da emoção também.
Engraçado, existe um lag na minha vida, relativamente curto, mas nada assim tão trágico, entre o fim da infância e o começo do uso racional da internet, que faz com que coisas como essas aconteçam, outro exemplo disso relatei nesse post do Super Mario.
Ps.: Ainda monto um belo Lego Technic.
sábado, 17 de novembro de 2007
Revivendo
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Papel
Ah não, essa monografia que rouba de forma cruel todo o meu tempo vai render um post agora .. bom .. eu poderia falar do aquecimento global, do mercado de carbono e das tantas siglas que dele derivam, o MDL (CDM), CCX, CER (CRE), GEE (GHG), também do Protocolo de Quioto (kyoto), do Anexo I, do Não-Anexo I, do CO2, N2O, CH4, enfim, essas coisas das quais estou escrevendo minha monografia .. mas vou contar uma historinha .. vai ver é daí que vem minha curiosidade sobre os problemas ambientais que enfrentamos..lá vai..
Colégio (estadual), sétima ou oitava série, não sei o pq mas as classes estavam, de certa forma, com uma fina camada de poeira quando chegávamos na sala de aula, isso ocorreu durante cerca de um mês .. vai saber .. cidade pequena, colheita do arroz, empregadas públicas mal pagas e bêbadas? Realmente não sei, mas .. minha colega todo dia arrancava uma folha do caderno e limpava a classe, de modo áspero, papel amassado e classe .. arrepios. Todo o dia! Era demais! Aquele papel branquinho vinha de uma árvore, eu pelo menos sabia disso .. ela, acho que não.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Trevo da sorte #2
Neitorzinho, garoto serelepe, andava com sua bicicletinha vermelha de rodas amarelas maciças pelos fundos da casa.. até que..uau! um vaso cheio de trevos! Ele (o vaso) estava no pátio da vizinha, a “tia” Maria, quase em cima do pequeno muro que divide as duas casas.. Havia trevos de todos os tamanhos lá, mas em sua maioria eram pequeninos, não lembro quanto tempo fiquei olhando eles, alguns minutos, 10 ou 20..quiçá horas.. realmente não me lembro, afinal, eu tinha todo o tempo do mundo para olhar um pote de trevos, o tempo passava diferente, acho.
Olha pra cá, olha pra lá, estava extasiado só de olhar (como é legal procurar trevos de quatro folhas!) e pimba! Achei! O mundo silenciou..relutei alguns instantes, até conferir, com um sorriso sinistro no rosto, que realmente era um trevo que quatro folhas.yeahhh!! Com todo o cuidado do mundo, retirei o pequeno trevo (de quatro folhas, ressaltando) da terra.. puxei o freio da bicicletinha, abriu-se assim um espaço e soltando o freio ali prendi o trevo pela sua haste, pronto..agora o trevo fazia parte da bicicleta, sai pedalando feliz feliz, mostrei o trevo para algumas pessoas (pra minha irmã eu sei que mostrei) e depois, como tudo nas mãos de uma criança, o trevo se perdeu..
Já consternado com a situação e sem a euforia de outrora, voltei ao pote de trevos, e sem paciência de procurar forjei um novo trevo de quatro folhas, juntando dois trevos, um com três, outro com uma folha (arranquei duas deste). Coloquei no mesmo lugar na bicicletinha.. mas não foi e mesma coisa, este(s) eu joguei fora antes de fazer os primeiros 20 metros pedalando, quase que envergonhado pelo que fiz.. bom..não tenho fotos, vídeos e não achei outro trevo de quatro folhas..
* minha irmã também não tem certeza
* eu e nenhum dos meus amigos usávamos drogas
* as rodas da bicicleta eram duras mesmo, maciças, uma tremedeira total, e foi nela que eu aprendi a andar de bicicleta.