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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Depois da China, a Índia.

Saiu na HSM Management (que apesar de ser uma revista para administradores, faz uma ótima cobertura no mundo dos negócios) que a fabricante de eletrônicos de consumo Videocon Industries, da Índia, fará uma proposta pela divisão de aparelhos celulares da Motorola, caso a companhia norte-americana decida vender o negócio. Motorola, que apesar de usar (e propagar) estratégia Seis Sigma, parece ir meio mal das pernas no momento.

Mas o que mais me interessa nesta história não é se a estratégia da Motorola foi bem ou mal sucedida, mas sim a postura da indústria indiana. Ainda semana passada foi anunciada a compra da Land Rover e Jaguar, ambas ex-grupo Ford, pela Tata, empresa automobilística também indiana.

Isso só nos permite afirmar que, apesar de como foi comentado por aqui semana passada que a Índia precisa mais-que-urgentemente de reformas -- idéia reforçada hoje no Financial Times --, o seu setor industrial não parou e continuou desenvolvendo tecnologia, o que é fundamental para o desenvolvimento econômico de um país. Qual empresa brasileira é desenvolvida tecnologicamente o suficiente para comprar um segmento da Motorola? Não vou citar o setor automobilístico brasileiro para não passar vergonha.

A China já começou suas compras há um tempo, sendo talvez a mais considerável delas, a compra de participações da IBM pela LeNovo que, ao que tudo parece, vai muito bem, obrigado.
Vale lembrar que me refiro a setores de média-alta e alta tecnologia, e não média-baixa e baixa como costumam ser as compras de empresas brasileiras.

E em se falando de países emergentes a pergunta que nos resta é: e o Brasil? A meu ver, a melhor resposta seria: até agora nada, mas parece (ênfase em *parece*) que aprendeu a lição.

| Via HSM

quarta-feira, 12 de março de 2008

#35

O crescimento médio da economia brasileira de 3,8% nos últimos cinco do governo Lula coloca o Brasil em 35º lugar em desempenho, em um grupo de 39 países emergentes.


| Via Estadão

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

[untitled | 23.01.08]

E continuando o assunto sobre mercado financeiro, linco aqui algumas matérias interessantes. Aqueles que se interessam pelo assunto, tomem nota (os que não, scroll down!):

O Valor fez um guia do que fazer em épocas de crise em meio a qual estamos passando. Matéria crucial para qualquer investidor estar por dentro do que os principais analistas de mercado pensam e recomendam. Além de falarem o básico, que é tempo de cautela, eles falam também que é tempo de cautela. Mas ainda assim é interessante. Take a peek.

Já o Rodrigo Constantino explicou por a-mais-bê o por quê da crise, é claro, em sua visão ortodoxa (versão escola austríaca). Apesar da minha pequena inclinação para a heterodoxia, não pude deixar de achar graça do muito bem humorado comentário sobre os adeptos de Keynes:

"Mais liquidez! [referindo-se ao pacote do Mr. Bush de US$150 bi anunciado na sexta-feira (18.01)] Só que essa medida artificial não iria alterar a realidade dos fatos. Os keynesianos nunca foram capazes de compreender direito isso. Acham que um sujeito consegue se suspender puxando o seu próprio suspensório."

Não sou adepto do tipo de vestir a camisa da escola austríaca e sair por aí dando brado liberais, mas concordo com um bocado de coisas que eles falam. Uma delas é o resultado trágico da expansão de crédito.

"Não há meio algum de se evitar o colapso final de uma expansão econômica gerada pela expansão do crédito. A alternativa é apenas se a crise deve chegar antes como o resultado de um abandono voluntário de mais expansão do crédito, ou depois como uma catástrofe final e total do sistema monetário envolvido."

E, para a infelicidade geral da nação, não preciso eu dizer que o Brasil está seguindo os mesmos passos da economia americana, é claro, em sua versão "subdesenvolvido/emergente", oferecendo créditos para Deus-e-o-mundo tudo em 76 vezes, com planos especiais para aposentados e pensionistas. As notícias/propagandas/boletins falam por si.

*****

mudando de assunto -- e talvez isso seja até assunto para outro post, mas vai neste mesmo, afinal estamos na iminência de uma recessão, não é mesmo? -- ontem estava lendo "Moacyr Scliar - O Texto, ou: a Vida", uma autobiografia que ganhei de presente de natal do prezado Michel, e da qual comentarei em breve quando tiver mais tempo (ou, assim espero), me deparo com um conto interessantíssimo.

"Os Contistas". é um conto sobre contistas e seus contos e do que são capazes de fazer para vender, divulgar, propagar seus contos. mas o que mais me chamou a atenção foi a incrível identificação de blogueiros com contistas (e/ou vice-versa). suas pluralidades, sua ganância, seu almejo de estar em evidência, enfim, se o conto se chamasse "os blogueiros", ainda assim, cairia como uma luva (não há em versão online. pelo menos foi o que o oráculo me disse). aliás, fica aí uma ótima idéia de paródia para os privilegiados com as letras. uma idéia CC. =)


// estou ficando sem criatividade para nomear meus posts. quem tiver sugestões e/ou dicas, raise your hand. =)

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sobre (mais uma) segunda-feira negra

Há tempos não se fala por aqui sobre Mercado Financeiro, mas a catástrofe de ontem não poderia passar em banco. No entanto, devido à algumas pedras no meio do caminho, o post só saiu hoje.

Ontem foi um dia para entrar na história, mas daqueles dos quais ninguém gostaria de fazer parte. Um dia para se esquecer (se conseguir, diga-me como). Segue aí um mini-clipping como resumo:

Valor de empresas da Bovespa já caiu R$ 344 bi no ano
Com a queda de 6,6% ontem (acumulado no ano 15,93%), o valor de mercado das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já caiu R$ 344,9 bilhões.

George Soros diz que atual crise financeira é a pior desde 2ª Guerra Mundial
O multimilionário de origem húngara afirma que os Estados Unidos estão ameaçados por uma recessão que pode contagiar a Europa, embora isso não seja compreendido assim no Velho Continente.


O Rodrigo Prior fez uma sábia observação sobre o drama que muitas pessoas estão passando no momento devido à crise:
"é o risco de quem investe pela influência de rumores, sem saber o que realmente está fazendo"

Muita gente entrou na Bolsa na época do oba-oba pensando que a Bolsa era o meio mais prático, rápido e fácil de ganhar dinheiro. Não que isso seja totalmente uma falácia, mas tudo tem seus prós e contras. (lembra da Teoria da Distribuição Bicaudal?)

Desde que este blog começou a ter como pauta o mercado financeiro, e em épocas de céu de brigadeiro impulsionados pelo bom desempenho da economia mundial, nossa recomendação basicamente era: "bolsa é uma boa, mas precisa ser cauteloso."

O que está acontendo é quase que um erro de lógica. Do que adianta a economia mundial crescer com produções em níveis de mil milhares, sendo que a economia americana, a grande compradora, não consegue comprar nem milhares?

O efeito do pacote do Mr Bush de liberar até US$ 150 bi para evitar a recessão foi como tentar parar um trem de carga em alta velocidade com um tiro de um 9mm. 150 bi é equivalente a 1% do PIB americano e o mesmo que circula em um dia no mercado asiático. A decepção foi generalizada.

E hoje o dia começou negro na ásia. Perdas e mais perdas catastróficas. Um hora após a abertura do pregão, o índice da Bolsa da India marcava perdas de 9,75%. Tudo indicava que ia ser uma continuação de ontem. Felizmente, o FED resolveu se reunir em caráter emergencial e cortar as taxas de juros em 0,75% para 3,5. Isso deu um pouco de fõlego para os investidores e que tem assegurado, até o momento, um ensaio de recuperação.

O que tem aos montes hoje nos principais jornais são especialistas dizendo que o momento agora é para ter calma e esperar o mau tempo (algo como um furacão de nível 6) passar. Que temos que pensar no longo prazo e blá-blá-blá. O que é ao mesmo tempo óbvio e a única coisa a ser dita. Não há nada que possa ser feito além de esperar que os investidores reajam bem às iniciativas tomadas pelo FED e torcer para que os americanos resolvam gastar mais, pois só assim estaríamos, quiçá, livres um momento negro na história da economia mundial.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

cinco mais ou menos anedotas

eu sei que você já está careca de saber sobre o macbook air e de tudo que rolou na MacWorld 08. mas deixe-me tecer alguns cometários. é rapidão, eu prometo.

:: um
com $1969 (vs. 1800 do novo brinquedinho de jobs, que, de igual forma, todos sabem de-cor-e-salteado suas configurações) você pode comprar um substituto quase perfeito:

Vaio Core 2 Duo 1.8 Ghz, 2Gb de ram, 240 HD, com direito a drive Blue-Ray e um monitor de 17" "full HD". veja.

o único problema que esse substituto é uns 3 Kg mais pesado que o air e já vem com windows vista instalado.

:: dois
duh! mr. jobs. se se tirando o drive ótico, é óbvio que a parada vai ficar infinitamente mais fino (e leve), né.

:: três
e pelo que parece, a receptividade dos investidores à keynote do ex-sócio-fundador-hoje-apenas-CEO da apple, steve jobs, não foi das melhores. AAPL despencou horas depois. o Rodrigo Prior explica melhor.

:: quatro
segundo a folha, a apple está cogitando trazer o air para terras tupinambás já em março deste ano. a saber, a preços não muito aprazíveis. agora eu me pergunto: por que é que o mega hype-desejo-de-qualquer-ser-humano iPhone, que foi anunciado na MacWorld 07 e comercializado desde junho 07, ainda não tem nem previsão de chegada no Brasil?

:: cinco [off topic]
alguém reparou o mega telão full HD que jobs utiliza em suas apresentações? na cobertura 'ao vivo' da keynote, tem umas fotos interessantes (check this out). [sonho] minha tese de doutorado vai ser apresentada num desses aí [/sonho]

eu falei que era rápido.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fuma folha de bananeira

A liberdade de o cidadão fazer o que bem entender da sua vida não pode ser negada, desde que ele seja responsável pelos seus atos. Frisando, desde que ele seja responsável pelos seus atos.

E esta notícia é para você, caro amigo/leitor/cliente, cujas promessas de final de ano incluíam o tão famoso parar de fumar, pode ficar preocupado, mas não acenda um agora, pois você precisará de fôlego, aliás, ele anda bem mal não é?

Que as medidas anti-tabagismo vem sendo adotadas em todo o mundo é sabido. Conseguiram certos resultados, precisam evoluir, e vão evoluir, com a ajuda destes três pesos pesados da categoria formação de tendências:

Na França, uma medida mais tradicional, aonde as medidas anti-tabagismo vem sendo recrudescidas faz muito tempo, e em fevereiro de 2007 os franceses já não podiam mais fumar em locais públicos como escolas e empresas. A medida parece que agradou mais do que repudiou. Franceses..

Na Inglaterra, uma medida muito esperta, lá está sendo inserida a questão da responsabilidade do paciente pela sua própria saúde, e isso pode representar muito mais do que as tradicionais multas. Parece lógico, e pode ser bastante cruel.

No Japão, a medida mais drástica, é proibido fumar até na rua, para - quem sabe em pouco tempo - os japoneses não precisarem mais andar com máscaras nas ruas. Interessante é que nem precisa fiscalização, se está dito, está dito.

Mas como escrevo para brasileiros também, que podem não entender indiretas como os britânicos, é o seguinte, logo em breve, você terá que responder a um questionário do capitão nascimento justamente na entrada do hospital. Já imaginou?

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O futuro é agora e a melhor notícia de 2007

E a BBC Brasil publicou ontem uma reportagem comentando uma outra do LA Times que faz aquela velha piadinha de que o Brasil é a economia do futuro. A graça da piada, estava no fato de que o futuro nunca chega. Mas dessa vez, segundo LAT, o futuro chegou.

A reportagem é bem interessante (como você pode conferir aqui). Cita o crescimento da economia brasileira diante do "otimismo mundial" no ano de 2007 e ainda cita algumas empresas (como Embraer, Oderbrech, Petrobrás...) que merecem destaque por seu crescimento a nível mundial.

Mas nem só de boas novas vive o homem. A reportagem também menciona as necessidades que o Brasil tem para alcançarmos de fato o tão almejado crescimento sustentável, sendo a principal delas o investimento em infra-estrutura e, a não dependência das commodities ameaçadas com uma porventura quebra dos EUA. Implicitamente, um desenvolvimento técnico-científico.

*****

E é aí que entra a melhor notícia lida em 2007, que por ironia do destino, foi no "inho". Em um entrevista cedida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, à Agência Estado, Miguel Jorge faz um discurso lindo de encher os olhos qualquer desenvolvimentista.

Separei alguns trechos que achei mais interessante:

Jorge defendeu que é preciso haver agregação de valor às exportações, pois apenas cerca de 30% delas são produtos de alta e média intensidade tecnológica. Mas foi enfático ao afirmar que nenhuma política industrial é capaz de reverter, em apenas dois ou três anos, déficits comerciais tradicionais, como o do setor elétrico e eletrônico no País. Tão pouco acabar com a diferença tecnológica que separa o Brasil dos países desenvolvidos, em vários setores.

Acreditamos que a política industrial contribuirá para o desenvolvimento do País e para uma maior e melhor inserção externa da economia brasileira. Um ponto absolutamente fundamental é que ela ajudará o setor produtivo para um salto de qualidade - necessário -, em direção à produção de bens e serviços de maior valor agregado e mais intensivos em tecnologia. Nesse sentido, as medidas para a política industrial têm algumas metas básicas.

Todos sabemos que nossas taxas de investimento ainda são muito baixas, comparadas às de outros países em desenvolvimento. Para que o crescimento seja sustentável no longo prazo, é fundamental o aumento dos investimentos, que traz o aumento da capacidade produtiva da economia, de modo geral, e da indústria, em particular.

Atualmente, a competitividade e a produtividade dos países e de suas empresas são fortemente determinadas pelo avanço tecnológico. A tecnologia explica, também, boa parte do crescimento econômico dos países. Por isso, precisamos ampliar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e na produção de novas tecnologias.

Enfim, como eu disse antes, é um discurso muito bonito. Eu só anseio por ver tudo isso na prática. O dia em que o Brasil tiver uma política industrial digna de receber o nome de Política Industrial, certamente estaremos caminhando para um desenvolvimento sustentável sólido e uma economia mais estável. Para quem estiver a fim de ler a reportagem completa com a entrevista na íntegra, é só clicar aqui. Vale a pena.

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E a primeira notícia que leio hoje:

01/01/2008 - 09h14
Cresce temor de recessão nos EUA em 2008

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

La-men-tá-vel

E a Folha publicou do dia 14.12 a notícia que foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara o projeto que proíbe o uso de expressões e termos estrangeiros por todos os meios de comunicação quinta-feira passada (13.12). O projeto, que tem autoria do Dep. Aldo Rebelo (pecê dobê), regulamenta toda e qualquer utilização de termos estrangeiros em informações comerciais, propagandas publicitárias e qualquer outra forma de veiculação de informação.

O ilustríssimo deputado disse que o objetivo de tal projeto é estimular o ensino e o aprendizado de nosso idioma. Mas será o Benedito?! Que tal criarem projetos para assegurarem que *todos* alunos da quarta série saibam, de fato, ler e escrever? Em um mundo totalmente globalizado onde para se arranjar um emprego bacana nem perguntam se você sabe inglês, mas a entrevista é em inglês, o ilustríssimo quer afastar ainda mais o idioma mundial de nosso meio.

São notícias como esta que realçam a minha indignação pela esquerda brasileira. Uma vez a esquerda tinha o papel de se contrapor à direita com o objetivo de manter a dialética e manter o bom funcionamento do estado sem viézes ou parcialidades. Hoje temos uma esquerda totalmente inútil, com projetos non-sense que só deixam o estado mais pesado e improdutivo.

Na real que eu acho que ficaria muito menos espantado/revoltado se ouvisse que algum deputado vermelhinho propôs extingüir a língua portuguesa do Brasil e adotar o inglês como a língua oficial. Muito pelo contrário, aí sim ele estaria fazendo o papel dele, de propor coisas absurdas e totalmente ridículas, para serem rejeitadas mas, no entanto, ponderadas. E então, suscitar, emergir a necessidade do aprendizado da língua inglesa em nosso país, que atualmente é reservado para as classes altas, o que por conseqüência, acaba contribuindo para aumentar ainda mais a desigualdade social.

Por enquanto, temos que nos contentar com uma esquerda que propõe projetos absurdos e totalmente ridículos, mas aprovados. Lamentável.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Populismo: o "anti-crescimento sustentável"

Foi veiculado nos principais jornais (só para nomear alguns: Agência Brasil e G1) no dia 20 de novembro (dia da consciência negra), sobre a entrega do primeiro Banco Comunitário Quilombola do Brasil às comunidades de Alcântara, no Maranhão. Com a inauguração do banco, a população terá acesso fácil ao crédito com juros de 0,5 a 2% ao mês, sem burocracia. A instituição também vai operar com uma moeda social chamada Guará, que terá o mesmo valor do real e vai ser feita pela Casa da Moeda. O banco vai contar com um fundo de R$ 50 mil, dos quais R$ 30 mil são do Banco Popular do Brasil e R$ 20 mil da Secretaria Estadual do Trabalho e Economia Solidária do Maranhão.

A idéia até que é bacana se não fosse alguns detalhes:
i) Enquanto o munda passa por uma era de globalização, onde todos querem aproveitar ao máximo uns aos outros, criando blocos econômicos, moedas únicas (já se comenta até em uma futura moeda única no Mercosul), qual é o sentido de criar uma moeda diferenciada para a comunidade quilombola?
ii) Mal começou e já apresenta fortes indícios de crise de crédito. Os juros, via de regra, são cobrados para, além de remunerar o capital, cobrir os gastos com os inadimplentes e afins. Sem burocracia, qualquer um pode chegar lá no banco e pedir dinheiro "emprestado". Somado isso à baixíssima taxa de juros, não precisa ser muito esperto para verificar a insustentabilidade do modelo.

E essa deve ter sido mais uma idéia do tipo elefante branco de nosso políticos, que estão mais preocupados com populismo do que com crescimento (de fato) sustentável. Uma pena.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Uísque ou bolsa de valores?

E o estadão seguindo sua filosofia de pensar "inho", publicou hoje uma matéria um pouco controversa (what's new?).

"Uísques raros podem ser mais lucrativos que investir na bolsa"

A matéria comenta o lançamento do World Whisky Index, que traduzido mal e porcamente seria algo como Índice Mundial do Uísque (???), um site especializado em compra e venda de uísques raros e caros.
Segundo a matéria, o uísque pode ser um ativo altamente lucrativo para investidores que têm aversão a riscos. Para o fundador dessa balela, Michel Kappen, não há riscos de perder seu dinheiro investindo em uísque, garantindo estabilidade e uma taxa anual de retorno de 12%.

Tudo bem que o risco pode não existir, mas também pudera (!!!), a 12% anuais, nem o mais conservador dos conservadores consideraria uma proposta como esta. Qualquer fundo hedge hoje está rendendo quase o dobro disso aí. Fundos de investimentos considerados 'super conservadores' prometem em média de 20 a 24% anuais. Eu juro que não entendi a parte do "altamente lucrativo".

Mas, se ainda assim se simpatizar com a idéia de investir em uísque, ou estiver interessado naquele uísque de 1926, taí o link www.worldwhiskyindex.com.


VIA: estadinho

P.S.: Eu só espero que o AdSense não apele com tanto "uísque" no texto.
P.P.S.: Tudo bem que a matéria não era do estadão, mas da Reuters. Whatever, publicou, assinou em baixo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Alegria de pobre dura pouco

E o Brasil é 5º melhor país para se investir, segundo a Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento). Mas o que a mídia não faz questão de dizer é que está exatamente atrás dos outros 3 integrantes do BRIC (Russia, India e China), que são os -- digamos -- concorrentes diretos/em potencial do Brasil, além, é claro, do US and A. Desnecessário dizer que não nessa ordem, né.
Mas ok, até que não é uma notícia ruim at all. Vamos comemorar. Cervejas de garrafas verdes, por obséquio.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

pá e tá

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dos filmes do final-de-semana. temos uma agüinha-com-açucar the condemned (os condenados, 2007, 113m, eua) que merece pontos apenas por ter um enredo um pouco diferenciado, mas que não seria muito dizer que não passa de um primo pobre de mind hunters. em seguida, o filme com mais palavrões por metro quadrado, alpha dog (alpha dog, 2006, 117min, eua) com bruce willis de figurante, mas até que é interessante at all. e para encerrar, ocean's thirteen (13 homens e mais um segredo, 2007, 122 min, eua) que continua com a série "banco de idéias para ladrões multimilionários". btw, nota-se uma pequena decadência na série. ainda estou à espera d'the brazilian's job.
the unbearable lightness of being (a insustentável leveza do ser, 1988, 171min, eua), começado mas não terminado por questões meramente técnicas. os primeiros 30min pareceu-me desviar um pouco do âmago do livro (what's new). eu penso que uma narrativa (à la filmes com lázaro ramos) seria mais interessante e quiçá mais comercializável. espero que ao final do filme eu não fique muito desapontado.

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hamilton agora com 12 pontos à frente de alonso, injustiçado por são pedro e seus cúmplices (engenheiros ignorantes que projetaram fuji e esqueceram de fazer uma drenagem decente em caso de duas centenas de milímetros de chuva) que acabou aquaplanando e rodando, junto com ele o tri-campeonato e o terceiro ano de "schumacher who?". btw, se algum dia alguém chamou o alemãozinho 7x de oportunista-mor, eis que surge o substituto mais-que-perfeito: hamilton, o oportunista-mor-mor. e o kubica estúpido deve ter faltado à algumas aulas de física. damn it!

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conselho de paimei n° 537: nunca falte à uma festa cujo seu nome conste na lista vip. principalemente quande se trata de aniversário de uma garota.

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equanto isso, na bbc: empresas com mais mulheres na direção têm melhores resultados, diz estudo. empresas com maior representação feminina em seu painel de diretores têm melhores resultados no mercado, segundo uma pesquisa da organização catalyst, que aconselha empresas sobre o papel e as oportunidades de mulheres nos negócios. depois quando eu digo que tenho medo das mulheres, vocês não me entendem.


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problema de se morar cidade com menos de meio milhão de habitantes n° 1349: ter que se contentar com músicos medíocres (do latim mediano) que se acham pop-stars em um teatro apertado e não muito confortável.

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e titio kasparov deve concorrer à presidência da rússia. colocando o xadrez em xeque, what you think? ok, essa foi fraca mas inevitável.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

E mais séries

Da série: Disso o Apedeuta, pai de empresário e comediante não fala:


Brasil piorou sua posição na nova edição da pesquisa do Banco Mundial, “Fazendo Negócios”, que mede o ambiente de negócios em 178 países.
(...)
O Brasil é agora o último dos quatro principais países emergentes. A Índia, que estava atrás na pesquisa 2006 (em 134º) passou duas posições à frente do Brasil. A
queda na classificação é a pior notícia para o Brasil. Indica que o país não avançou nas reformas que visam facilitar a vida de quem quer fazer negócios honestamente no país.

Tirado daqui.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Globalização

Globalização é: O Globo publicar uma matéria da BBC comentando uma reportagem do Le Monde que discute sobre a amazônia e a soja brasileira.
Matéria interessante, a saber. Na íntegra, aqui:

terça-feira, 18 de setembro de 2007

BBC Freak News

Há tempos acompanho as notícias da BBC News por RSS Feeds (não, eu não acredito que você ainda não sabe o que é isso?! Ok, vem comigo que eu te explico) e é quase que de praxe encontrar umas e outras bizarrices pra lá de inusitadas. São notícias tão non-sense que eu não faço a mínima idéia do porquê a BBC se preocupa em publicá-las. Segue aí uma seleção de pérolas que venho colecionando há uns meses.

Passageiro esconde macaco dentro de chapéu durante vôo - Primata foi visto por outros passageiros ao se empoleirar no rabo de cavalo do dono.

Suspeito de roubo é forçado a comer 50 bananas para expelir colar - Polícia indiana usou fruta como laxante após raio-X denunciar ingestão da jóia.

Cidade inglesa adota detector de mentiras contra fraudes - Tecnologia será implementada nas próximas semanas.

Alemães vão pesar 12 mil para avaliar aumento de medidas - Estudo vai examinar 12 mil homens para mostrar que são mais altos e mais gordos.

França lança calendário com atletas de rúgbi seminus; veja - Jogadores de rúgbi viraram celebridades no país depois da criação do 'Deuses do Estádio'

Subornos movimentam US$ 1 trilhão por ano, diz estudo - A maior parte das propinas iria para os bolsos de funcionários em países ricos.

Governador russo cria 'Dia do Sexo' para aumentar natalidade - Crianças nascidas em 12 de setembro ganham carros, TVs e outros agrados.

Caçulas tendem a ser mais baixos, diz estudo - Pesquisa indica que diluição de recursos da família com irmãos pode ser a causa.

Escorpiões superam cobras em casos de envenenamento - Estudo da Fundação Oswaldo Cruz indica aumento no número de casos.

terça-feira, 19 de junho de 2007

E mais séries

Da série: "Cientistas desocupados criam ...

Máquina de fazer furacões"

Totalmente excelente!

Ah, já sei. Eles fizeram isso para quando vier um furacão de verdade, eles vão lá, fazem um outro. Aí os dois (o original e o originado) vão guerrear (igual as cobras de Moisés e Faraó no Egito) e, benzadeus, o originado (ou não-original) vai ganhar, e aí não haverá mais furacões destruidores na face da terra, porque o originado vai voltar pra casa e depois ser transformado em não-furacão de novo, e aí todos vão viver felizes para sempre.
Não?
É, não deu.. mas eu tentei!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Algumas notícias

Resumo de algumas notícias (talvez) interessantes e que gostaria de "shareá-las":

1. No FT, Brasil é um país onde "he steals but he gets things done" é um sinal de aprovação. Dispensa quaisquer comentários;


2. No G1, "queda do dólar faz Big Mac do Brasil ficar mais caro que o dos EUA":

O curioso índice Big Mac é usado pela revista "The Economist" para comparar o poder de compra de cada moeda. Por estar presente em mais de 120 países, o produto-símbolo da proliferação da cultura do fast-food é considerado um bom termômetro de quanto o consumidor de cada local pode comprar com US$ 1.
Eu nunca gostei do Big Mac mesmo, aquelo molho de cebola, argh! Ah saudades do Mac Max..

3. Na Folha, "greve de controladores provoca caos aéreo na Itália":
A greve dos controladores aéreos, unida a uma operação-padrão do pessoal de bordo da Alitalia, provocou caos nos aeroportos da Itália, com o cancelamento de mais de 500 vôos.
No total, 1.500 vôos foram afetados pelos protestos.
Pelo menos isso é um problema não-exclusivo do Brasil. Mas eu ainda não sei se clasifico isso como uma coisa boa ou ruim.

4. No Estadão, teclado de US$ 1536 esgota em 12 horas (sim, mil quinhentos e trinta e seis dólares!).
Aí eu me pergunto: Se existem teclados por aí por menos de US$ 25 que têm basicamente a mesma utilidade que um desses de US$ 1536, onde está a "racionalidade clássica" dos agentes?