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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bolsa floresta

Bom, recentemente fui convidado, por meio da Eco Eco, para [re]publicar um artigo, desta vez na Revista Ibero americana de Economia Ecológica. A resposta ainda não chegou, mas vamos lá.

Tudo isso ainda remonta dos áureos tempos da monografia de conclusão do curso, ciências econômicas no caso, que acabou se tornando um estudo da situação do Brasil no mercado de carbono. Ok, parece estranho para muitos, inclusive, a pasta Monografia nem estava dentro da pasta Economia.

Acontece que rola um sentimento recorrente em todas as releituras da monografia, o desconforto em relação a não valorização das florestas quando mantidas conservadas, que pode ser melhor explicado pela frase de Hylton:
“Eu estou em um mundo em que nós testemunhamos o conflito crescente entre segurança alimentar, segurança energética e segurança ambiental – enquanto há como se ganhar dinheiro com comida e energia e nenhuma renda procede das florestas de pé, é óbvio que a floresta sofrerá o golpe.”
Então, depois de concluir a edição do artigo, pude ler meus feeds e perceber que o Ministério do Meio Ambiente está tentando criar, ainda neste ano, uma espécie de "bolsa-floresta", com o pagamento de valores mensais a agricultores que realizem a "prestação de serviços ambientais", como a conservação de florestas ou recuperação de áreas degradadas, segundo a mesma matéria a proposta ressuscita o Pró-Ambiente, um projeto pioneiro que nunca ganhou escala.

FEITO!

terça-feira, 25 de março de 2008

Dia da água é 22 de março

Dia 22 de março foi o dia da água, e em vez de publicar toda balela que diz respeito e mais o cronograma nacional e internacional de atividades que se realizaram durante este dia preferi relembrar minha promessa de posts anteriores.

As historias da água [violinos please] como eu tinha dito, são relatos próprios dos acontecimentos que me saltaram aos olhos nessa vidinha pacata de observador. Imaginem um sítio [leia-se pequena propriedade rural] pra lá de mal cuidado por uma família de italianos. Com vizinhos mais italianos ainda. É a configuração do desastre ambiental.

Não deu outra, os dois córregos que ali existiam secaram, eram bem pequenos é verdade, mas hoje não existem mais. Não pesquisei a fundo essa historia, mas desconfio que suas nascentes tenham sido desviadas em função da agricultura, represas e, também existem aquelas plantações de eucalipto que .. bom, deixa pra lá.

Outro fato deprimente é o rio que corta boa parte da região, ele também teve seus dias de glória e hoje está à mercê de fortes chuvas para manter-se, culpa do assoreamento, que é culpa do desmatamento costeiro, culpa do homem, do sistema, do governo?

Enfim, tudo relativamente simples até eu ler essa matéria, e lembrar disso, relacionar tudo com o aquecimento global e seu efeitos e pirar começar a pensar mais complexamente sobre o tema.

PS.: Espero que o meu curso [recém iniciado] sobre agricultura familiar e sustentabilidade ainda renda muitos posts sobre esse tipo de problema, lógico, no sentido da solução dos mesmos.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Eficiência por favor

Quando estava fazendo a monografia de conclusão do curso (sim, quase um ano atrás) me deparei com uma tabela bem importante, ela mostrava o Japão como país mais eficiente no uso da energia e ficou lá pela página .. não, na verdade ela não foi publicada, ficou no curiosidades.doc mesmo, mas relacionava a energia/PIB de países industrializados.

Energia/PIB – indicador de intensidade energética - o indicador energia/PIB é denominado intensidade energética do PIB.

E a belíssima explicação, não publicada também:

Os indicadores de intensidade energética permitem a realização de macro-análises sobre a utilização da energia nos diversos setores da economia e sociedade ou, até mesmo, de toda a nação. Para tanto, relacionam variáveis energéticas, sociais e econômicas. Permitem também o traçado da evolução do uso da energia ao longo dos anos bem como a elaboração de perspectivas e tendências do mercado de energia, demanda e suprimento para os anos futuros.

Um bom exemplo é dado pelo Japão que, com a integração de políticas tecnológicas, energéticas e ambientais, conseguiu atingir um dos níveis de intensidade energética mais baixos entre os países da OECD (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Isso permitiu também a redução das emissões de poluentes atmosféricos associadas à utilização da energia ao mesmo tempo em que foi mantida uma taxa de crescimento econômico elevada.

Afinal, o uso eficiente de qualquer coisa em qualquer lugar já devia ter sido elevado ao patamar de indispensável em tempos modernos. Mas enquanto isso não acontece é com aplausos que se constroem mais e mais usinas termoelétricas movidas a carvão [argh] Brasil afora, perpetuando burramente o decadente sistema energético centralizado.

Percebam que mesmo usinas hidrelétricas fazem parte desse sistema, embora com menos desvantagens, e a nossa tão querida água, tão abundante, já dá sinais claros [se você não viu, eu vi] de escassez.

Aliás, não percam as homenagens do blog ao centenário da imigração japonesa no Brasil:

Imigração japonesa 1

Imigração japonesa 2

Bom, voltando .. sem demora veremos todas as atenções voltadas ao uso [pode ser ao mau uso] da água, esse precioso bem, que, se não está sumindo [pois tudo se transforma] está escasseando. Problemas à vista.

Este post deveria falar sobre a água, mas as coisas que eu vi são histórias para o próximo.


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Lost posts e a volta daqueles que não foram.


E eu que escrevi alguns meio posts no lugar errado, o cérebro. Perdi mesmo, se foram junto com aqueles neurônios que a cerveja queimou durante o carnaval. Mentira, o carnaval já acabou e eu continuo sem escrever nada. Nada de nada.

As janelinhas de aviso das minhas assinaturas de newsletters não param, acumulam no e-mail assim como os feeds não lidos, e o #cparty está bombando lá no twitter.

Ok estou perdido, naufraguei em uma ilha imaginária [melhor dizer assim] e só recebo mais informações das mesmas coisas na maioria do tempo e, dentre asneiras e pesquisas britânicas o que tem me chamado atenção, são os rumos da globalização. Que coisa.

Reparem, sempre que enfrentamos alguma crise volta à tona o protecionismo e todos aqueles nervosismos tradicionais, modo já manjado de tapar o sol com a peneira e, com estas crises recentes, as dificuldades de equalização das economias em torno de objetivos, digamos, menos egoístas, tem se explicitado.

[Re]surge então com força a idéia de que problemas que são reconhecidos como globais, devem ser tratados globalmente, nada mais justo, visto que as decisões unilaterais dos países são posições fracas e tendem ao esquecimento quando assim for conveniente. Em determinadas ocasiões, uma supervisão não vai nada mal.

Um pouco mais implícita [ainda] é a importância que tem se dado às organizações supranacionais, estas a meu ver, poderiam/deveriam atuar como uma espécie de paradigma, e esse seria um passo fundamental na bela trajetória da globalização. Está demorando.

Visto isso, uma idéia que chega em boa hora é a criação da - Agência Mundial de Meio Ambiente - para regular as comercializações de carbono, pois nesse mercado já começam a surgir os primeiros grandes problemas, que já não são solucionados nas grandes reuniões esporádicas. É preciso mais ênfase, discussões isentas, permanentes e com poder de persuasão – vai aí uma organização supranacional?

Sem links assim mesmo. Desculpem, é tudo verdade.


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Apagão de evolução

Não é porque foi prometido o apagão lá pros anos de 2011 [data um tanto longínqua e suspeita] que nas previsões de 2008 ele não deveria estar incluído.

Aqui na minha cidade, interior do interior gaúcho, já estamos acostumados com a falta de luz às tardes, quando acontece, acendemos o fogão com um palito de fósforo, aquentamos a água para o chimarrão, e ficamos mateando e contando o tempo até começar a circular o caminhão da empresa responsável pela rede elétrica [aqui moramos em casas com grama e jardim na frente]. Geralmente em duas horas está resolvido. O problema que se configura não importa, importa mesmo é que ele não deveria existir.

Se fosse para escrever um livro, diria que o passeio do caminhão, é um mero instrumento de análise do perfil do consumidor, com ordens superiores a cumprir e a ocultar os sujeitos ali nos observando não passam de calhordas sujos e sem família sorrindo contidamente. Até que o pessoal do pacato lugar um dia... Mas isso não é verdade. Retomando..

Faltou gás, água, faltou o que mesmo? Faltou o planejamento, por isso não desligo mais a televisão, nem abro mão do ar condicionado nas noites quentes, racionar energia para perpetuar o problema nunca mais. [Lembrar de ser mais sensato em algum momento neste mesmo lugar e horário]. Aumentos consecutivos dessas e daquelas taxas prometiam melhor eficiência na rede elétrica, mas as oscilações ainda são constantes, irritantes, tenha três ou mais estabilizadores de tensão em casa e fique pirado com os estalinhos. Geladeira e freezer chegam a pedir socorro.

E ainda tenho que ouvir que as soluções [veja bem, então temos o problema] serão tradicionais, no Brasil parece que nenhuma hora é a hora, a inovação não nos pertence, ajuda-se um setor com problemas momentâneos, perpetua-se o problema, mas as energias limpas e descentralizas que poderiam amenizar – e porque não acabar – com o problema, continuam em baixa. Deve haver alguma questão de concentração do poder, como sempre há.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Tecnologia ambiental

Mega soluções já foram anunciadas por pesquisadores de todo o mundo para o grande desafio da humanidade neste milênio: reverter o atual quadro de aquecimento global. O que muitos cientistas talvez tenham esquecido é de que as melhores idéias geralmente são as mais simples.

Era exatamente isso que eu precisava ouvir/ler sobre o mercado de carbono, o que não por acaso faz o caminho contrário dos grandes eventos que na prática nada ou muito pouco contribuem. Ok, eu reconheço a importância teórica deles, mas toda aquela formalidade e clima de empurra-empurra, ameaças diretas, indiretas, medinho dos covardes .. enfim.

Vamos fugir um pouco da umbigosfera e pensar em:

Usinas termoelétricas, chaminés de indústrias e escapamentos de veículos, o terror dos ambientalistas. A tecnologia, agora, viabilizada pela empresa catarinense CarbonoBrasil Tecnologia e Serviços Ambientais engloba a limpeza dessas fontes de poluição, com uma única alternativa, o plasma térmico.

Como isso aqui não é um blog de linguagem técnica basta dizer que o tal plasma transforma gases da combustão, como CO2; CO; N2O2 e outros, em substâncias não poluidoras, como oxigênio, hidrogênio e nitrogênio gasosos, além de carbono e enxofre sólidos, estes, também tem outras finalidades que não virar lixo sujo.

Em laboratório a tecnologia já foi testada e aprovada, os primeiros testes reais, vão ser realizados na usina termoelétrica do Aterro Bandeirante, em SP, que já ganha créditos de carbono por queimar o metano (CH4) proveniente da decomposição da matéria orgânica para transformá-lo em CO2 e água, além de gerar energia elétrica de forma quase-limpa. O plasma térmico atuando no fim do ciclo já implantado tornará a usina livre de emissões (carbon free), definitivamente.

Isso é o mercado de carbono, na prática.

Fonte: Carbono Brasil

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Brasil, o gigante verde tranqüilo

Em uma alusão à ‘limpeza’ da economia brasileira, essas do titulo, foram as palavras do secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon.

Sim, o Brasil é um gigante, mas em território. De resto, é tudo em potencial, no Brasil tudo é em potencial, e enorme, diga-se de passagem.

Verde ele é, mais de 45% de nossa energia vem de fontes renováveis, enquanto os demais países pretendem chegar a algo em torno de 10% em .. alguns anos. Tem também a floresta amazônica, lá no canto do País.

Tranqüilo, bom, isso é a brasilidade em sua essência. Se não fosse o ‘descobrimento’ do Brasil, ainda seríamos índios dormindo pelados em redes e fazendo a dança da chuva, fumando o cachimbo da paz, as novelas da globo e a religião não iriam existir e .. opa.

Mas voltando ao assunto .. o brasileiro é o povo que mais acredita que deverão ocorrer mudanças de comportamento em função das mudanças climáticas, mas toda essa boa vontade tem algo mais profundo a revelar. Imaginem a cena, um brasileiro esbravejando que mudará, mudará sim seu estilo de vida, que já é precário, mas por favor, que não aumentem os impostos, peloamordedeus! Tudo isso, claro, dito em um tom dramático, com o sujeito já arrancando os cabelos, digno de tortura em filme de terror, pois bem, essa é a resposta dele ao questionário sobre aumento de impostos no combate ao aquecimento global.

Toda essa balela tem até um fundamento, umas pesquisas, revelaram que existe a consciência de norte-americanos e chineses em relação aos problemas causados pelo aquecimento global, mas também revela que eles estão dispostos a pagar mais impostos para combater isso. Agora, isso é confiança no governo ou puro comodismo?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Até o Papa

Em tempos de crescimento exagerado dos gases do efeito estufa na atmosfera ninguém mais pode errar. Até o Papa! Deu um alerta, para que não se repitam os erros do passado com o meio ambiente.

Entre rumores sobre uma possível inclusão de metas, diferenciadas, de redução de emissões aos países em desenvolvimento, como o Brasil, e ajustes do mercado de carbono, parece que São Paulo entendeu a idéia ao criar suas próprias normas ambientais, com regras que atendem as necessidades locais - no caso a preocupação é com a qualidade do ar, que sabemos, é péssima.

Dentro das possibilidades de um país, eternamente, em desenvolvimento, até que o Brasil faz bonito, tratando-se de energias limpas e sustentabilidade.

Mas ..

Enquanto isso, a algumas horas de SP, nos EUA, os cegos andam reclamando do baixo nível de ruído gerado pelos carros que possuem motor elétrico, e também dos chamados híbridos, por serem um fator de perigo, já eles não ouvem o barulho do V8 e podem ser atropelados ao atravessar a rua. Sacanagem né?

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Venderam a floresta

Mas era só o que faltava

I-N-C-R-Í-V-E-L: é incrível a profundidade da matéria na qual Rodolfo Salm critica a venda da floresta amazônica, e também a rede globo por .. ser vendida .. e .. bom .. do governo Lula, que adotou a idéia, nem precisamos falar né. Com incrível detalhamento ele expõe todos, e mais alguns, lados da questão, chegando à conclusão, lógica, que essa história é ridícula.

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Relação: não tem não, essa história para boi dormir não parece ter ligação com as criticas que a imprensa vem recebendo pela falta de qualidade das matérias ambientais. Que, em parte, pode ser explicado pela falta de clareza, por parte da comunidade científica, na divulgação das informações, que depois são mais distorcidas ainda pela mídia, e depois mais ainda pelo povo, que por sua vez influencia a mídia .. minha nossa.

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Da ciência: concordo que as informações a serem repassadas devem estar em linguagem clara, acessível, didática, enfim, assim evita-se distorções involuntárias, vejam bem, eu disse involuntárias. Mas vivemos em uma sociedade corrupta, afinal, que mal tem um jogo de palavras que ilude as pessoas? Quanto a isso, paciência, e ative seu filtro ultra crítico sobre .. tudo.

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E por fim: voltando às florestas, finalmente projetos florestais de desmatamento evitado começam ganhar a devida atenção, mas, talvez, serão incluídos no mercado de carbono no período pós-2012, te liga Brasil, lembrando que a simples conservação das florestas em pé também traz benefícios ambientais, por isso merece ter sua valoração.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A verdadeira verdade inconviniente

ou "Al Gore, o oportunista-hipócrita-mor"

:: sobre al gore
E confirmando os rumores que se ouviam por aí, Al Gore leva para casa o prêmio nobel da paz deste ano conquistando uma tríplice coroa inédita, em uma ano, ganhou o oscar, seu livro foi um best-seller e agora o prêmio nobel. E ainda há uma campanha solicitando a candidatura dele à presidência dos us and a. Sem contar um sem-número de pessoas que estão babando-ovo do cara por aí. Uma pena que muitas pessoas desconhecem a verdadeira verdade inconveniente e que faço questão de republicar alguns trechos:

Gore’s mansion, located in the posh Belle Meade area of Nashville, consumes more electricity every month than the average American household uses in an entire year, according to the Nashville Electric Service (NES).
In his documentary, the former Vice President calls on Americans to conserve energy by reducing electricity consumption at home.


Vejam, o cara recebeu o Prêmio Nobel da Paz por falar: "ei, consuma menos energia, o consumo de energia está causando o aquecimento global!" mas sua mansão consome mais energia em um mês do que a média que um amerciano consome em um ano. Precisa de comentários?


:: sobre o aquecimento global
Todos sabem que é um assunto sério, o aquecimento é um fato e muito tem a ser feito ainda para se reverter/controlar a situação. Muitos estudos têm sido feito sobre isso oriundo das mais diversas áreas. O grande problema é que muitos estão nesse meio apenas para se promover, além do que, com tudo isso em vogue, passou a ser uma área extremamente rentável. O "ecologicamente correto" passou a ser uma das melhores propagandas para qualquer indústria. As pessoas olham e pensam "oh, como ele é bonzinho, ele apóia o combate ao aquecimento global, vou comprar produtos dele" sendo que na verdade, todos nós deveríamos levar isso a sério e fazer nossa parte, porque afinal, se trata do lugar onde vivemos, da nossa Terra.
As indústrias divulgam seus apoios a ONG's que lutam por uma Terra mais saudável como se estivessem fazendo um grande feito quando na verdade não fazem mais que obrigação. Isso sem falar nos beneficios fiscais que recebem por 'abraçar a causa'. Um mar de hipocrisia.
Méritos sejam dados àqueles que não desejam méritos, que fazem a sua parte sem exibicionismo, e o fazem apenas por quererem de fato um mundo melhor e não se aproveitam da ingnorância alheia. Que têm a consciência que é necessário fazer algo se quiser que seus netos vivam neste mundo.

:: sobre o prêmio
Rodirgo Contantino fez um post bem interessantes sobre o tema e até explica como surgiu o Prêmio Nobel e tudo mais. Lembra que o Nobel da paz passa por uma certa decadência. E eu não lhe tiro a razão, depois que Yasser Arafat ganhou , afinal, qual o conceito de "paz"? Vale a pena ler seus escritos.

:: aproveitando o ensejo
E hoje é o Blog Action Day, um dia que foi escolhido para que blogueiros de todo o mundo falassem sobre o mesmo assunto. E o tema desse ano foi o meio-ambiente, nada clichê, diga-se de passagem, mas ok, todo esforço é válido. A idéia era cada blog postar algum tópico sobre um assunto relacionado ao meio-ambiente. Os leitores deste blog sabem muito bem que com uma certa freqüência a gente tem trazido notícias e matérias relacionadas ao meio-ambiente, mais especificamente sobre economia ambiental, mercado de carbono, e afins.
A meu ver, já tem muita coisa por aí sobre "responsabilidade ambiental", o que está faltando mesmo é as pessoas levarem isso a sério e começar agir no dia-a-dia. Temos que ter em mente que não vai ser uma gigante multinacional investindo milhões em ONGs que prezam pelo meio-ambiente que vai salvar o mundo, mas sim cada um de nós, mudando seus hábitos, fazendo a sua parte.
Fica aí a alerta. O que de fato você tem feito?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Energia limpa

E falando em meio ambiente .. entre noticias sensacionalistas do sucesso de projetos, milionários, de arrecadação de outros tantos milhões de créditos de carbono que serão vendidos por muitos mais milhões de dinheiros, o que me chama mais atenção são os pequenos gestos em favor do meio ambiente.

Deixamos um pouco de lado a necessidade de frear o aquecimento global, que no momento se faz com os tais projetos milionários, para pensar mais no futuro, falar da grande importância de reduzir ou isentar impostos das pequenas iniciativas privadas que contribuam com a redução de GEE, pois, de fato sabemos que a carga tributária do Brasil não corresponde aos anseios da população e é um forte desestimulante de investimentos. A redução de GEE passa abrigatoriamente pela produção e consumo de energia limpa, e neste aspecto a tributação excessiva, juntamente com a falta de incentivos, prejudica o pequeno produtor de energia limpa, que é por excelência descentralizada, portanto, devemos nos reeducar para esta nova situação dos pequenos produtores, incentivando a produção de energia limpa em pequena escala concomitantemente com a produção de energia, preferencialmente limpa, de larga escala, pois, reservadas as proporções, ambas são importantes à sua maneira.

Grandes projetos de MDL, que captam GEE e produção de energia limpa são como uma questão de remediar ou prevenir. Estamos ajudando o mundo a remediar, isso vai ser favorável ao Brasil até quando?

MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
GEE - Gases do Efeito Estufa

sábado, 29 de setembro de 2007

Etanol

Ok, ok, o álcool combustível, mais especificamente, o etanol brasileiro, não é a salvação do mundo. Ele só está sendo bastante popularizado, e isso gera aquela série de críticas, construtivas, destrutivas, algumas melhor fundamentadas, outras nem tanto, e no meio disso tudo uma enxurrada de ignorância invade as mentes dos menos informados, que por natureza são pessimistas. Fico chateado com as criticas destrutivas sobre o álcool, pois me parece que existe uma espécie de desmoralização implícita do Brasil na questão, já que ele se destaca, nas questões ambientais, justamente pelo sucesso da produção/utilização do álcool combustível. Isso me cheira a política suja. Não gosto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Mercado de carbono - Brasil

Está chegando a hora .. a primeira experiência mundial de um leilão de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs ou créditos de carbono) no mercado a vista a ser promovido por uma bolsa regulada será realizada no dia 26 de setembro de 2007 no Brasil. Organizado pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo, o Leilão de Venda de Reduções Certificadas de Emissão representará uma importante etapa do processo de organização e desenvolvimento do mercado de certificados ambientais, para conseguir os certificados é preciso realizar uma ação que diminua, ou evite de lançar, Gases do Efeito Estufa - GEE - na atamosfera.

Para maiores, muito maiores, na verdade uma infinidade de informações, começe visitando o Carbono Brasil

Bom, para quem não sabe, eu sou um profundo admirador, e estudante auto-didata, do Mercado de Carbono, conforme brevemente descrito aqui e aqui. O desafio: divulgar o conhecimento adquirido.