Não são poucos os brasileiros que estão desesperados, perdendo muito mais que cabelos com as constantes quedas na bovespa. Muitos dos que resolveram investir sua poupança no mercado financeiro enquanto a economia vivia um momento de céu de brigadeiro, amarga consideráveis perdas com o mau momento da economia atualmente.
A situação é bastante complicada, a crise hipotecária americana que alguns juravam de pé junto que não afetaria a economia brasileira, tardou mas não falhou. E o pior é que a crise ainda não está resolvida, ou seja, previsão de bom tempo só alguns raros otimistas.
A pergunta que fica é: o que fazer em momentos como este? A verdade é -- e você já deve presumir isso -- não há uma resposta considerada correta/exata para essa questão. O que há porém, são alguns "pontos cardeais" pelos quais podemos nos orientar para evitar grandes perdas, ou perdas ainda maiores. Eis aí algumas:
1. Os blue chips são a maioria entre os 10 papeis que mais desvalorizaram ultimamente. Isso pode indicar um bom momento de compra, visto que a queda se deveu a fatores exógenos ao fundamentalismo, ou seja, não há nada de errado com os papéis.
2. Papéis de empresas do setores financeiros, mais especificamente bancos, que apesar do crédito fácil ser um atrativo para inadimplência, especialistas afirmam que está longe do tão temido subprime.
3. E há também aqueles que apostam na subida do dólar comprando papéis de empresas do setor exportador, o que é meio expeculação porque nada garante que o dólar irá subir. Nem o contrário, é claro.
Para encerrar, a Exame desta quinzena (N.º 923), divulgou a carteira de ações que o investidor deve montar para se proteger dos solavancos da bolsa na matéria "Como se proteger durante a crise", embora muitos investidores preferem não confiar nos analistas entrevistados pela Exame.
15% Petrobras
15% Vale
15% Vemig
10% CSN
10% Itausa
10% Bradesco
10% CCR
10% AES Tiete
5% Usiminas
terça-feira, 29 de julho de 2008
Mercado Financeiro -- O que fazer?
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Luis Henrique
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21:53
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Marcadores: Economia, Mercado Financeiro
A Falácia DOHA
A rodada DOHA está nos centro das atenções dos noticiários políticos e econômicos. Muito se critica as nações industrializadas que pregam o liberalismo mas não o praticam. Afinal, será que esse liberalismo comercial é realmente bom para a economia brasileira? A resposta de todo bom economista: depende.
Neste ano, a rodada ficou marcada pelo incansável discurso de Celso Amorin dizendo, em outras palavras, que é melhor um pássaro na mão do que dois voando, ao mesmo tempo em que recebiamos severas críticas de correligionários de aliança comercial acusando o Brasil de traição.
A negociação estava mais ou menos assim, na área agrícola, os Estados Unidos haviam prometido o teto de US$ 14,5 bilhões ao ano para os subsídios concedidos a seus agricultores. Para o nosso atual ministro de relações exteriores, isso é considerado positivo
Enquanto isso, os países em desenvolvimento - ou seja, para o Brasil e seus sócios do Mercosul - se comprometeram em cortar 54% nas tarifas de importação de bens industriais, com margem de proteção para 14% das linhas tarifárias. E é aí que mora o perigo.
Reduzir impostos sobre produção industrial significa sufocar a indústria nascente, ou seja, todo esforço no sentido de desenvolver uma indústria nacional que é símbolo de uma nação economicamente desenvolvida, será jogado fora para favorecer aquilo que já temos de mais forte: a agricultura.
Com isso os liberais riem à toa, não existe nada mais ricardiano do que isso. Teoria da Vantagem Comparativa total. E é aí que entra o depende. Se o Brasil quiser ser para sempre conhecido como o celeiro do mundo, é ótimo, vamos produzir soja como nunca antes. Porém, se um dia quiser se desenvolver tecnologicamente, será tarde demais.
E enquanto o desenvolvimento não vem, o Brasil fica assim, a ver navios, indo e vindo. Porque para nós é super normal ver navios abarrotados de soja indo em troca de alguns com microchips vindo. Mas concordamos que os portugueses foram estúpidos quando assinaram o tratado com a coroa inglesa para vender vinhos em troca de trigo.
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Luis Henrique
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16:24
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Marcadores: DOHA, Economia, liberalismo, Política
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Liberalismo para liberal ver
É do saber de todos que os idealizadores deste blog não são muito simpatizantes dos ideais liberais. A começar por mim, é claro. É claro também, que não sou a favor do totalitarismo ou afins. Acredito que a economia de mercado, de livre concorrência, é imprescindível para o desenvolvimento. Mas acredito também que em certas circunstâncias/situações, o governo precisa intervir para dar um "empurrãozinho" -- pois caso ele não faça, ninguém mais o fará.
Porém, há os liberais fanáticos, crentes na mão invisível e que criticam veemente qualquer tipo de intervenção estatal na economia. Para justificar suas idéias, dão como exemplo o maior de todos, a potência mundial, os Estados Unidos da América. Porque, afinal, a América é livre!
Livre é, só não é imune a crises. E digo, mais certo que os liberais extremistas, estava Nietzsche com seu eterno retorno.
Assim como o New Deal -- que nada mais foi do que um conjunto de idéias Keynesianas *heterodoxas* intervencionistas -- foi a salvação para "américa" depois da crise de 29, eis que a mão invisível esquece de aparecer (de novo) e o governo americano resolve dar uma ajudinha para Fannie Mae e Freddie Mac. Ajudinha, porque eles são bonzinhos, afinal.
E ainda assim são chamados de liberais. Intervêm diretamente na economia, dão subsídios para Deus e mundo, invadem países, retaliam nações, enforcam presidentes, mas são liberais: laissez faire, laissez aller, laissez passer. É claro que são.
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Luis Henrique
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17:17
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Marcadores: Economia, liberalismo
sábado, 5 de julho de 2008
Reviews
Um orfanato que anos mais tarde foi comprado por uma das crianças que lá foi criada. Sendo assim, seu filho, também órfão e com alguns problemas de saúde, começa a ganhar alguns amigos dentro e na região próxima à casa. Os pais despreocupados, a criança mais agitada e logo após desaparecida, pessoas aparecendo na casa altas horas da noite e uma boa trama entre os personagens do filme fazem dele um bom suspense.
Nota: 3,4
Zumbis: pessoas que morrem e que logo em seguida retornam à “vida” para receberem um tiro na cabeça e aí sim morrerem. Sabe aquele filme, o Resident Evil. Então, esse trocou o nome, atores/personagens, e o enredo, fazendo com que o filme seja muito ruim. Pode-se dizer que leva um ponto positivo pelas cenas sanguinárias, mas só!
Nota: 2,4

Efeito Dominó (The Bank Job)
Um assalto a banco. Mas nada tradicional. O alvo da vez não são dólares, ouro ou qualquer outro tipo de tesouro. O que está em jogo é a corrupção, a polícia, condutas mesquinhas e comprometedoras. A trama é baseada em fatos reais, o que faz dela um ótimo filme com um toque de realismo. Interessante é seu slogan: “Entre todos os envolvidos, os criminosos são os mais inocentes.”
Nota: 4,1
Quebrando a Banca (21)Blackjack (21 para nós) é um famoso jogo de cartas, mas que no Brasil não é muito corriqueiro, tão jogado quanto ao poker em cassinos e sites de aposta. Só que segundo as regras é proibido contar as cartas, onde se teria vantagens em relação à banca, aumentando os exorbitantes lucros. Com atores famosos e uma idéia bem bolada, o filme é, para aqueles que gostam de jogo de cartas e o mundo das apostas, bem interessante.
Nota: 4,2
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Michel's
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20:38
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
And we're back!
Não como outrora, mas estamos de volta depois de um longo tempo. Desta vez, para responder alguns comentários que eu julguei dignos de um post.
O primeiro é do Jaderson, que comentou lá no post em que eu argumentei que a China nunca chegará a ser um país desenvolvido. Segue o comentário:Caro Luis Henrique, estava aqui procurando algum texto interessante sobre "pq inovar é preciso" e achei seu blog. Mas a verdade é que eu me interessei mais pelo último parágrafo do seu texto sobre a China: "Tenho 300+ Mb em pdfs sobre Economia Industrial e Economia da Tecnlogia... além de um consistente know-how em colegar dados da UNcomtrade e OMC". Pois então, estou tentando fazer uma monografia sobre "Inovação Tecnológica no Brasil", buscando respostas do porquê nosso paí s tem um sistema nacional de inovação imaturo. Se vc tem interesse em me ajudar, por favor me escreva.
Obrigado, e parabéns pelo blog.
Jaderson
Pois bem, Jaderson, eu ficarei feliz se puder te ajudar em seu trabalho científico, mas para isso precisamos de um meio de comunicação. Apesar dos blogs serem uma poderosa ferramenta de comunicação multilateral, não é a mais recomendável para um "diálogo" de informações. Deixe seu e-mail nos comentários que entrarei em contato. Ou veja outras formas de me encontrar em: meadiciona.com/luishpenha
Outro comentário que gostaria de responder é do Márcio -- um liberal --, que comentou lá no post em que disse que o grande problema do Brasil não era a enorme carga tributária, mas sim sua má utilização, e para provar, listei os países com maiores cargas tributárias do mundo e todos figuram entre os detentores dos maiores IDH. Para ler o post na íntegra é só ir aqui. O comentário do Márcio é este:Me desculpe, mas comparar estes estados que são bem, mas beeeeeeem menores que o Brasil(quase do tamanho do estado de São Paulo),que não tem uma estrutura federativa como tem o Brasil é irreal.
É só olhar pra França que ja é um pouquinho maior e ver que a coisa fica pior.
A suécia não tem nem 10 milhoes de habitantes.
Carga Tributária amarra a economia sim e gera problemas sim. Esses paí ses vao ter problemas logo, logo com falta de investimento(com exceção da Suiça que tem o sistema bancário). Só estão aguentando mais por conta da UE.
Temos que seguir o exemplo de Ronald Reagan e JFK e diminuir os impostos, gerando prosperidade.
De um Liberal.
marcio
Concordo que a livre concorrência é o melhor para uma economia pois incentiva a concorrência, que por sua vez, motiva o desenvolvimento técnico-científico, o grande motor do desenvolvimento econômico em um ambiente capitalista para a escola desenvolvimentista.
Porém, discordo quando você diz que os países escandinavos estão fadados ao pior. O alto IDH deles é conseqüência justamente da alta porcentagem de arrecadação em relação ao PIB, pois são em sua maioria direcionados às áreas de educação, saúde e social, que incide diretamente no IDH. E, corrija-me se estiver errado, não há indícios de corrupção, fator que Keynes esqueceu de computar em sua Teoria Geral e que faz toda diferença aqui em terras tupiniquins.
Vide, por exemplo, a Finlândia, que, por experiência de próximos, possui um sistema de saúde estatal melhor que o sistema privado estadunidense. E por exemplos de empresas de capital privado bem sucedido na escandinávia, temos a finlandesa Nokia, líder mundial na fabricação de aperelhos celulares, e laboratórios farmaceuticos (não só escandinavos, mas norte-europeus em geral) reconhecidos mundialmente. Ambos categorizados pela OMC como produtos de alta tecnologia
Acredito que em alguns gargalos da economia a mão invisível esquece de aparecer, sendo assim, necessário para o bem desenvolvimento econômico, um empurrãozinho do Estado. Empurrãozinho este, que nações como o Brasil carecem tanto para fomentar o desenvolvimento da indústria de média-alta e alta tecnologia (imprescindíveis para a consolidaçoão do desenvolvimento econômico), como para solidificar a educação, condição sine-qua-non para se ter uma indústria desenvolvida no país.
No final das contas, a gente acaba percebendo que isto vai nos levar à uma discussão muito mais de cunho ideológico do que político ou econômico propriamente dito, e que buscamos na ciência, em sua magnitude de significados, uma justificativa para nosso ideal. Mas como todos nós sabemos, ideal por ideal, cada um tem o seu. Uns preferem ser escravos do capitalismo, outros preferem passar fome em Cuba. No quesito ideológico político, it's a matter of taste, não há certo ou errado.
O que é errado é a usurpação do dinheiro público para favorecimento próprio ou de próximos, também chamado de "corrupção", o principal alvo da minha crítica.
De qualquer forma, agradeço a ambos pelos comentários. Espero tê-los respondido a altura, do cotrário, a caixa de comentários permanecerá aberta, e é isso que faz dos blogs uma ferramenta fantástica para se expressar, de se comunicar, e sobretudo compartilhar informação/conhecimento.
Mais uma vez, obrigado e voltem sempre!
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Luis Henrique
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14:00
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Marcadores: Economia, Economia Industrial, Política
sábado, 24 de maio de 2008
Reviews
O Juízo Final (2012: Doomsday)
Ficção: O fim dos tempos, a extinção do planeta Terra. Mais um daqueles filmes catastróficos no qual o planeta está “por um fio” e sua salvação depende de umas 3 ou 9 pessoas. Com cenários horríveis, enredo apavorante e sequer com efeitos especiais apresentáveis, este filme é bem fraquinho. Nota: 1,6
Uma Chamada Perdida (One Missed Call)
Suspense: Uma assombração que se utiliza da agenda telefônica de seu celular para fazer novas vítimas. O Chamado se modernizou e agora está no celular. As vítimas são escolhidas e seu celular toca ouvindo sua própria voz na hora da partida. É um bom suspense, que conseguiu agregar cenas tensas com uma história inovadora.
Nota: 3,1
Hittman: Assassino 47
Ação: Baseado nos games, Hittman: Assassino 47 é um filme de ação que conta a história de um assassino de aluguel, onde recebeu ensinamentos para sua vida viril que iria levar. Porém após ser enganado e começar a ser perseguido e procura saber o que realmente está ocorrendo e decide seguir seu próprio instinto. Creio que para aqueles que jogaram o filme pode ter sido melhor, não que seja ruim, mas podia ter mais ação.
Nota: 2,8
A Lenda de Beowulf (Beowulf)
Ficção/Animação: O herói e sua fama. A Lenda de Beowulf é mais um dos filmes todo feito em computação gráfica (inclusive a sósia da Angelina Jolie) que conta a saga de Beowulf, um desbravador, um herói, uma lenda. Partindo do pressuposto de ser um filme “digitalizado”, ele ficou devendo muito, mas o enredo foi bem bolado.
Nota: 2,7
Antes de Partir (The Bucket List)
Drama: A cada 100 pessoas, somente 5 gostariam de saber quanto tempo lhe restam de vida. Não que Carter (Morgan Freeman) e Cole (Jack Nicholson) gostariam, mas devido seus estados terminais, eles sabem, e não é muito tempo. Logo surge a idéia de uma lista de atividades (lista de bota) para se realizarem antes de partir. O filme é muito original e ainda conseguiu entrelaçar situações hilariantes ao drama vivido pelos dois amigos, porém poderia ter sido mais explorado. Mas ainda valeu o ingresso!
Nota: 3,4
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Grau de Investimento, mas disso você já sabia
Da série "antes tarde do que nunca", e aproveitando o fato de que muitos chegam por aqui querendo saber o que é grau de investimento, e o que a tal classificação refletirá na economia brasileira, não poderia deixar de comentar sobre o que já foi manchete em rede nacional: we got it!
Depois de muito esperar, e de alguns pessimistas dizerem que só viria em 2009, o Brasil enfim conquista o tão almejado grau de investimento. Por mais paradoxal que possa parecer, o que era tão esperado e almejado, acabou pegando muita gente de surpresa. A outros, deixaram rindo à toa, graças à mega valorização de alguns papéis na Bovespa.
As a matter of fact, o Brasil já era considerado Grau de Investimento por uma agência de riscos asiática de menor expressão, de tão menor expressão, o mercado nem 'sentiu'. Nada como uma S&P.
É claro que o Apedeuta não poderia passar incólume e já fez seu papel de presidente ignorante populista. Ou populista ignorante. "O Brasil passa por um momento mágico! (...) Investment Grade, eu nem sei como é que se pronuncia isso".
Thank God, a diretora da S&P, Lisa Schineller, deixou bem claro que o título conferido ao Brasil é graças a uma continuação da política econômica começada lá no governo FHC2. Engraçado que esses dias o Apedeuta disse que não dá para se fazer muita coisa em 4, 8 ou 10 anos. O que me preocupa é: o que raios ele quis dizer com isso?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Twittando
Então que eu não gosto de publicar todas as fofocas econômico-políticas mundiais, espera-se amadurecer as idéias e, entre posts e não-posts eu vou twittando aqui no blog:
Enfim, depois de muito criticado, o etanol brasileiro deixa de ser vilão, nada de novo por aí, só a constatação de que a inveja é uma coisa louca mesmo.
A novidade fica por conta do Grau de Investimento que o Brasil alcançou, agora sim, formalmente, o que *faz* a diferença, o IBOVESPA que o diga.
Vai Brasil!
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Neitor
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11:05
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sábado, 19 de abril de 2008
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Suspense: Em um vilarejo um “xerife-fantasma” manda (bala) em qualquer um que apareça. O então dono do lugar anos atrás teria sido cruelmente atormentado pelas mulheres da vila, e sua mãe morta diante de seus olhos. Logo surge o sentimento de vingança e justiça pelas próprias mãos. O filme é muito fraco, desprovido de cenas de suspense, cenários fraquíssimos e interpretações horríveis, que horror!
Nota: 1,8

A História de uma Abelha (Bee Movie)
Animação: Em uma colméia no Central Park as abelhas trabalham arduamente para fabricarem seu mel. Cada um com sua tarefa e sua responsabilidade em prol da colônia. Até uma abelha decidir quebrar aquele metodismo instalado na colméia e descobrir que os humanos ‘roubam’ o mel e escravizam abelhas para aumentarem seus impérios. Já olhei animações melhores, mas até que se podem tirar alguns risos do filme. E o enredo podia ser melhor, talvez mais intenso com é o caso da Era do Gelo, por exemplo.
Nota: 2,8

Monstro (Cloverfield)
Ficção: Nova York atacada, de novo! Hollywood insiste em destruir a maior cidade dos EUA. Desta vez o filme é rodado em “primeira pessoa”, ou seja, o filme todo é filmado como se fosse uma filmagem caseira, onde amigos curtem uma festa e o tal monstro começa a aniquilar NY. Correria e fuga em busca da sobrevivência. Este foi mais um dos filmes com belos efeitos de destruição, apesar do roteiro nada original. A idéia da filmagem caseira foi muito bem bolada, apesar de muito profissional por vezes e cansativa, mas o filme é relativamente curto com seus 74 minutos. Pra mim ficou devendo!
Nota: 3,1
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Bolsa floresta
Tudo isso ainda remonta dos áureos tempos da monografia de conclusão do curso, ciências econômicas no caso, que acabou se tornando um estudo da situação do Brasil no mercado de carbono. Ok, parece estranho para muitos, inclusive, a pasta Monografia nem estava dentro da pasta Economia.
Acontece que rola um sentimento recorrente em todas as releituras da monografia, o desconforto em relação a não valorização das florestas quando mantidas conservadas, que pode ser melhor explicado pela frase de Hylton:
“Eu estou em um mundo em que nós testemunhamos o conflito crescente entre segurança alimentar, segurança energética e segurança ambiental – enquanto há como se ganhar dinheiro com comida e energia e nenhuma renda procede das florestas de pé, é óbvio que a floresta sofrerá o golpe.”
FEITO!
sábado, 5 de abril de 2008
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Gabriel – A vingança de um anjo
Ficção: Anjos são enviados à Terra para salvá-la da escuridão eterna. Lutas são travadas entre o bem e o mal e anjo após anjo eles vão sendo eliminados. Até o surgimento de Gabriel e sua raiva incondicional. O filme é daqueles que o enredo é deixado de lado em prol de lutas e sangues. Este seria o único ponto positivo, cenas bem feitas de luta, apesar de muito exageradas por vezes. Efeitos muito bons, apesar de surreais (demais).
Nota: 2,9
O Olho do Mal (The Eye)

Suspense: Jessica Alba, digo, Sydney é cega desde os 5 anos de idade e mal conhece o mundo através dos olhos. Até acontecer sua cirurgia de transplante de córneas e a oportunidade de apreciar tudo e todos pelo poder da visão. Mas mal saberia ela que poderia ver além, podendo enxergar espíritos e até predestinar a morte das pessoas. Há muito tempo que não assistia um suspense tão surpreendente, instigante e fascinante (e com uma atriz linda!). Ótimas cenas para os famosos sustos, belíssimo enredo e final maravilhoso.
Nota: 4,2
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Depois da China, a Índia.
Saiu na HSM Management (que apesar de ser uma revista para administradores, faz uma ótima cobertura no mundo dos negócios) que a fabricante de eletrônicos de consumo Videocon Industries, da Índia, fará uma proposta pela divisão de aparelhos celulares da Motorola, caso a companhia norte-americana decida vender o negócio. Motorola, que apesar de usar (e propagar) estratégia Seis Sigma, parece ir meio mal das pernas no momento.
Mas o que mais me interessa nesta história não é se a estratégia da Motorola foi bem ou mal sucedida, mas sim a postura da indústria indiana. Ainda semana passada foi anunciada a compra da Land Rover e Jaguar, ambas ex-grupo Ford, pela Tata, empresa automobilística também indiana.
Isso só nos permite afirmar que, apesar de como foi comentado por aqui semana passada que a Índia precisa mais-que-urgentemente de reformas -- idéia reforçada hoje no Financial Times --, o seu setor industrial não parou e continuou desenvolvendo tecnologia, o que é fundamental para o desenvolvimento econômico de um país. Qual empresa brasileira é desenvolvida tecnologicamente o suficiente para comprar um segmento da Motorola? Não vou citar o setor automobilístico brasileiro para não passar vergonha.
A China já começou suas compras há um tempo, sendo talvez a mais considerável delas, a compra de participações da IBM pela LeNovo que, ao que tudo parece, vai muito bem, obrigado.
Vale lembrar que me refiro a setores de média-alta e alta tecnologia, e não média-baixa e baixa como costumam ser as compras de empresas brasileiras.
E em se falando de países emergentes a pergunta que nos resta é: e o Brasil? A meu ver, a melhor resposta seria: até agora nada, mas parece (ênfase em *parece*) que aprendeu a lição.
| Via HSM
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Luis Henrique
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20:10
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Marcadores: Economia, Economia Industrial, Notícias, Política
Músicas para meus ouvidos, por favor.
O assunto a ser tratado não diz respeito à dengue, mas também provém da cidade maravilhosa. Veio o início deste milênio e de brinde para as rádios e lares brasileiros ecoou um estilo musical nada conservador ou desprovido de censura que teve seu surgimento nas favelas do Rio de Janeiro, o funk. Historicamente, diz-se que o funk tem origem no rap, isso se tratando de Brasil, como um exemplo a crítica costuma citar Gabriel O Pensador (torço para que ele não saiba disso).
Então, concordo com aqueles que dizem que gosto musical não se põe em discussão, uma vez que é pessoal, mas daí um estilo musical moldar a cultura de um povo e criar uma imagem para aqueles que vêm de fora, já é outro assunto. Não que eu queira aqui também defender nosso nada desinibido país, uma vez que se tem (e se apresenta para o mundo afora) o carnaval brasileiro. Mas bem que se poderia, pelo menos, não piorar a situação.
Tento, mas não consigo extrair pelo menos um aspecto positivo dos tais funks. Possuem letras – além de incentivadoras a falta de pudor – insignificantes. Basta analisar a letra de músicas como Minha Égua Pocotó, Tchu Tchuca ou os hits do momento Piriguete e Créu – só o título das músicas já dizem tudo, sinto um misto de vergonha e repugnância.
Na semana passada surgiu a notícia que através da música Um Tapinha Não Dói, o Furacão 2000 foi indiciado e terá que pagar uma multa no valor de 500 mil reais. Hoje talvez eu entenda porque célebres figuras da MPB e do rock nacional, tais como Renato Russo, Cássia Eller ou até mesmo Tom Jobim entre outros, foram para a outra vida mais cedo. Talvez eles previssem este perfil indecoroso e destrutível da música brasileira.
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Michel's
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17:35
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sábado, 29 de março de 2008
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Comédia: Duas loiras não sabem o que querem e nem o que fazem da vida. Só o fato de serem desprovidas de qualquer tipo de inteligência. São confundidas com uma assassina profissional e então contratadas para apagar um magnata dono de um cassino hotel. O filme ridiculariza demais com a inteligência das loiras, começa hilariante, mas é um péssimo filme!
Nota: 1,9
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Michel's
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22:18
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quinta-feira, 27 de março de 2008
E mais uma vez a China
Há uns três posts atrás, eu disse que no meu ponto de vista, a China estava fadada a ser o eterno país em desenvolvimento. Ainda no domingo a Mirian Leitão disse em seu blog (e em sua coluna no Globo) que não só o Brasil ou a China tem problemas com crescimento, mas todos os países do BRIC (so called "em desenvolvimento") enfrentam diversos gargalos que dificultam o desenvolvimento propriamente dito.
Em sua coluna de domingo, enfatizou que tanto a Índia como a China, tem ainda grandes problemas a resolver. A Índia com seu Estado superpopuloso e ineficiente, carece de reformas tanto quanto o Brasil de caráter mais que emergencial. O problema da China é com seu modelo de sustentabilidade ambiental, tão em vogue nos últimos tempos -- mas não sem motivos, a bem da verdade. Com o upgrade de indústrias leves para indústrias pesadas, a quantidade de siderúrgicas no país aumentou e com elas, a poluição e a chuva ácida. Estima-se que cerca de 400 mil chineses morrem por ano vítimas da poluição, um número bastante assustador.
Enquanto isso o Brasil -- em se abstraindo fatores como burocracia, corrupção, politicos e afins --, precisa urgentemente de uma política industrial eficiente que fomente o tão almeijado desenvolvimento técnico-científico e incentive investimentos em P&D, e a Rússia, bom, a Rússia já é um problema per se.
Dessa forma, os países então considerados do futuro estão ficando cada vez mais do futuro, e isso, diferentemente da gíria "bressânica", não é coisa boa.
| Link para o post da Mirian Leitão aqui.
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Luis Henrique
às
15:27
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Marcadores: China, Economia, Economia Industrial
quarta-feira, 26 de março de 2008
Final do BBB e suas Peripécias
Ontem assistimos a mais uma final do fabuloso Big Brother Brasil. Esta foi a 8ª edição e este post não tem o objetivo de fazer referência nem ao ganhador (“o pré destinado a substituir o substituto do escolhido”) desta edição nem ao das 7 edições anteriores. Muito menos citar algum dos mais de 100 participantes do programa, uma vez que conhecemos a todos e nos lembramos de cada um dele.
Estou aqui para expor alguns dos acontecimentos que me chamaram atenção. Começamos pelo número de votos. 65 milhões (até o início do programa), que se feita uma análise comparativa ao tempo destinado as votações teremos:
2 dias, cada dia possui 24 horas, para cada hora 60 minutos e para cada minuto temos 60 segundos, logo 2x24x60x60 obtivemos um tempo de 172800 segundos. Dividindo os 65 milhões por 172800 chega-se ao significativo número de 376 votos por SEGUNDO. Tem mais, durante o programa – em torno de 1 hora (3600 segundos) – Pedro Bial teria dito que a votação ficaria pouco acima do recordista 75 milhões. Conclui-se que 10 milhões em 3600 segundos chegaria a um índice cético de 2778 VOTOS POR SEGUNDO, tentem imaginar esse indicador, mas só imaginar, porque é balela!
Mas chega de números. Meu alvo agora atende pelo nome de Pedro Bial. Suas gafes do tipo, interromper o show da banda no início do segundo bloco, ou a microfonia (está certo, esta não é culpa do apresentador, é detalhe técnico) ocasionada entre a casa e o estúdio ou até mesmo a deixa: “a competição está praticamente empatada, a diferença é de décimos de segundo”, logo após retificado por “votos”.
Está bem! Está bem. Não estou aqui para crucificá-lo, erros acontecem e principalmente em um programa ao vivo. Bem ao contrário, costumo elogiá-lo por suas belas obras como redator e por sua naturalidade como interlocutor do programa, apesar de considerar um desperdício intelectual tê-lo como âncora de um programa como o Big Brother, mas mudá-lo agora seria suicídio para a globinho.
Dou minha deixa afirmando que, com certeza, a melhor atração que ocorreu no programa de ontem a noite não foi a voz caricatural do Big Fone anunciando que “faltam 312 dias para o Big Brother Brasil 9”, o que é um fato entristecedor, mas sim o show da “maior roqueira do período pós-bolivariano Pitty”.
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Michel's
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14:06
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terça-feira, 25 de março de 2008
Dia da água é 22 de março
As historias da água [violinos please] como eu tinha dito, são relatos próprios dos acontecimentos que me saltaram aos olhos nessa vidinha pacata de observador. Imaginem um sítio [leia-se pequena propriedade rural] pra lá de mal cuidado por uma família de italianos. Com vizinhos mais italianos ainda. É a configuração do desastre ambiental.
Não deu outra, os dois córregos que ali existiam secaram, eram bem pequenos é verdade, mas hoje não existem mais. Não pesquisei a fundo essa historia, mas desconfio que suas nascentes tenham sido desviadas em função da agricultura, represas e, também existem aquelas plantações de eucalipto que .. bom, deixa pra lá.
Outro fato deprimente é o rio que corta boa parte da região, ele também teve seus dias de glória e hoje está à mercê de fortes chuvas para manter-se, culpa do assoreamento, que é culpa do desmatamento costeiro, culpa do homem, do sistema, do governo?
Enfim, tudo relativamente simples até eu ler essa matéria, e lembrar disso, relacionar tudo com o aquecimento global e seu efeitos e
PS.: Espero que o meu curso [recém iniciado] sobre agricultura familiar e sustentabilidade ainda renda muitos posts sobre esse tipo de problema, lógico, no sentido da solução dos mesmos.
sábado, 22 de março de 2008
Reviews

Banquete do Amor (Feast of Love)
Romance/Drama: O amor não marca hora, não avisa quando chega e nem de onde está vindo. Mas sempre acaba causando impactos. O filme demonstra as várias faces do amor: o irresponsável, o desinibido, o traiçoeiro, o duradouro e até o feito entre sexos idêntico. O amor posto à prova, sendo descoberto/revelado e intensificado. Possui bons relatos, ótimas interpretações e um foco original para um filme de romance.
Nota: 3,6
Conduta de Risco (Michael Clayton)
Drama: O advogado Michael Clayton (George Cloney) é viciado em jogos e atividade comercial que não vai muito bem quando sofre um atentado contra a sua vida. Enquanto isso uma empresa de cosméticos U/North não mede esforços, inclusive fabricando produtos considerados cancerígenos, para seguir com seu funcionamento. Pessoas vão sendo mortas, e o envolvimento do advogado com a empresa passa a ser caso de vida ou morte. O filme é muito enrolado e não possui cenas ação, fazendo dele um filme muito cansativo.
Nota: 2,9
Sentença de Morte (Death Sentence)
Ação: Uma família reunida e sonhos planejados. Tudo estava bem, até uma gangue assaltar um posto de gasolina e um novato da gangue matar a sangue frio um dos dois filhos desta família. O sentimento de vingança toma conta do pai (Kevin Bacon) e com as próprias mãos mata o assassino do seu filho, que é irmão do chefão da gangue. A partir daí a guerra é declarada, e cada um utiliza a arma que possuiu. Cenas magníficas de ação aliado a uma ótima interpretação por parte de Kevin Bacon o filme é a dica da semana, uhul!
Nota: 4,0
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Michel's
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15:00
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Inovar é preciso, ou: Porque a China nunca deixará de ser um país "em desenvolvimento"
Da série: posts cujo o título é quase maior que o texto.
Já tem um tempo que a economia chinesa é vista como uma aspirante a grande potência mundial, idéia que é reforçada pelos prósperos resultados obtidos, entre eles, um crescimento anual do PIB cercando os 10%. Há quem aposte todas as suas fichas que a China logo superará os EUA e assumirá a posição de maior potência econômica mundial. Eu aposto o contrário, que a China nunca deixará de ser um país "em desenvolvimento", e tentarei convencê-lo disto.
Para se ter uma potência econômica, é necessário mais do que uma indústria de ponta consolidada e uma economia/moeda forte. É preciso inovar, considerado para os desenvolvimentistas como a chave para o desenvolvimento econômico e que é fruto de intensivos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em Ciência e Tecnologia (C&T)
Se há algo que a China não faz é inovar. Por inovação entenda-se não apenas a criação de novos produtos mas também o aprimorar os já existentes. E o que a China faz é exatamente o oposto: deteriora -- para poder atender o pobre mercado chinês. Já estão fazendo versões Xing-Ling até de automóveis, o que tem incomodado grandes montadoras como BMW, GM, Ford, etc. que ameaçam processar, não sem razão, vale dizer, a indústria automobilística chinesa de plagiar seus carros. Pelo menos alguns plágios vem com motor elétrico, contribuindo assim para a redução de emissão de CO2 na atmosfera.
Não que a China não tenha investido em P&D e C&T, prova disso é a LeNovo, empresa chinesa que comprou participações da gigante falida IBM e que lançou recentemente um concorrente para o MacBook Air fazendo Jobs guardar o brinquedinho dele no bolso. Mas a LeNovo é uma exceção. Não acredito que a indústria chinesa irá chegar aos níveis de desenvolvimento alcançado pela empresa de computadores. É como querer que o cara que sempre colou na escola para passar de ano, tire 10 em física quântica. Impossível? Não. Improvável.
Por improvável, eu prefiro apostar na genética industrial chinesa de fazer produtos falsificados de baixa qualidade e quase nenhuma inovação.
Mas então, o que explica os bons números da economia chinesa? Ora, a China representa ~1/6 da população mundial. 1/6 que precisa comer, vestir-se, locomover-se, etc. Ademais, dê uma olhada ao seu redor, quantos produtos 'made in china' você encontra? A saber, Nike, BenQ-Siemens, HP, para citar apenas alguns, são, em sua maioria, "made in china" (e quando não o são, são em algum China-like).
Enquanto a China não se voltar para a inovação continuará sendo o chão-de-fábrica das multinacionais de países desenvolvidos, assim como o Brasil é o celeiro do mundo. Não é à toa que ambos estão categorizados sob a mesma "égide": países emergentes ou, "em desenvolvimento". Por consenso, "países do futuro" (!) -- a eterna piada.
//Este é um assunto que pode render artigos científicos interessantes ou até monografias. Basta apenas refinar a revisão bibliográfica e levantar dados. Ênfase em *apenas*. Quem se interessar, let me know! Tenho 300+ Mb em pdfs sobre Economia Industrial e Economia da Tecnlogia que tratam basicamente sobre isso além de um consistente know-how em colegar dados da UNcomtrade e OMC, que talvez sejam úteis. =)
Postado por
Luis Henrique
às
19:22
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Marcadores: China, Economia, Economia Industrial
sábado, 15 de março de 2008
Reviews

Romance/Drama: Uma casa, festas, alta sociedade e influências. O filme trata-se de um relato de uma senhora já de idade ao entrar em um casarão e se lembrar de quando era uma jovem jornalista que escrevia para um jornal não muito famoso. Dizia não ser possuidora de tamanha fama para estar no meio em que circulava. Um homem misterioso começa a observá-la e tentar conquistá-la. Este é um filme de cenários limitados, assim como os personagens, o que não o prejudica. Bem contextualizadas as cenas atuais com a busca pelo passado.
Nota: 3,6
O Filho do Mal (Joshua)

Suspense: Mas de abertura já digo que é fraco. O nascimento de uma criança confunde a cabeça de seu irmão. A mãe aparenta possuir rejeição a criança. O pai tenta resolver tudo e acaba não fazendo nada. O filme é muito parado e o ator principal – absolutamente nada contra o menino, mas lhe mentiram que ele é ator – não colaborou e também não possui cenas com um bom suspense, surpreende sim no “final”, mas ficou devendo e muito.
Nota: 2,6
Ps: os dois filmes, a bem da verdade, acho que não foram concluídos, ou seja, faltou final a ambos, mas paciência.
Postado por
Michel's
às
19:32
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