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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

[untitled | 23.01.08]

E continuando o assunto sobre mercado financeiro, linco aqui algumas matérias interessantes. Aqueles que se interessam pelo assunto, tomem nota (os que não, scroll down!):

O Valor fez um guia do que fazer em épocas de crise em meio a qual estamos passando. Matéria crucial para qualquer investidor estar por dentro do que os principais analistas de mercado pensam e recomendam. Além de falarem o básico, que é tempo de cautela, eles falam também que é tempo de cautela. Mas ainda assim é interessante. Take a peek.

Já o Rodrigo Constantino explicou por a-mais-bê o por quê da crise, é claro, em sua visão ortodoxa (versão escola austríaca). Apesar da minha pequena inclinação para a heterodoxia, não pude deixar de achar graça do muito bem humorado comentário sobre os adeptos de Keynes:

"Mais liquidez! [referindo-se ao pacote do Mr. Bush de US$150 bi anunciado na sexta-feira (18.01)] Só que essa medida artificial não iria alterar a realidade dos fatos. Os keynesianos nunca foram capazes de compreender direito isso. Acham que um sujeito consegue se suspender puxando o seu próprio suspensório."

Não sou adepto do tipo de vestir a camisa da escola austríaca e sair por aí dando brado liberais, mas concordo com um bocado de coisas que eles falam. Uma delas é o resultado trágico da expansão de crédito.

"Não há meio algum de se evitar o colapso final de uma expansão econômica gerada pela expansão do crédito. A alternativa é apenas se a crise deve chegar antes como o resultado de um abandono voluntário de mais expansão do crédito, ou depois como uma catástrofe final e total do sistema monetário envolvido."

E, para a infelicidade geral da nação, não preciso eu dizer que o Brasil está seguindo os mesmos passos da economia americana, é claro, em sua versão "subdesenvolvido/emergente", oferecendo créditos para Deus-e-o-mundo tudo em 76 vezes, com planos especiais para aposentados e pensionistas. As notícias/propagandas/boletins falam por si.

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mudando de assunto -- e talvez isso seja até assunto para outro post, mas vai neste mesmo, afinal estamos na iminência de uma recessão, não é mesmo? -- ontem estava lendo "Moacyr Scliar - O Texto, ou: a Vida", uma autobiografia que ganhei de presente de natal do prezado Michel, e da qual comentarei em breve quando tiver mais tempo (ou, assim espero), me deparo com um conto interessantíssimo.

"Os Contistas". é um conto sobre contistas e seus contos e do que são capazes de fazer para vender, divulgar, propagar seus contos. mas o que mais me chamou a atenção foi a incrível identificação de blogueiros com contistas (e/ou vice-versa). suas pluralidades, sua ganância, seu almejo de estar em evidência, enfim, se o conto se chamasse "os blogueiros", ainda assim, cairia como uma luva (não há em versão online. pelo menos foi o que o oráculo me disse). aliás, fica aí uma ótima idéia de paródia para os privilegiados com as letras. uma idéia CC. =)


// estou ficando sem criatividade para nomear meus posts. quem tiver sugestões e/ou dicas, raise your hand. =)

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sábado, 17 de novembro de 2007

Revivendo

Agora sim, resolvi mais uma das pendengas da minha vida.

Como um belo nerdzinho que era, viciado em Lego, passava horas a encaixar as pecinhas até que pimba! surgia mais uma daquelas maravilhosas criações, que dá orgulho de ver, aquela história de que você mesmo fez e que só você tem e por conseqüência, ficava lá montado por muito muito tempo, orgulho puro. E o resultado disso tudo, falta crônica de peças.

Então, recentemente me deparei com o blog de brinquedo, que não é um exemplo de blog sobre Lego, mas o meu filtro ultra tendencioso deu uma super importância aos poucos Legos que lá vi, a princípio somente achei bonito, lembranças surgiram, enfim. Em pouco tempo estava eu com um brinquedinho novo, mas desta vez não precisei ir correndo pegar minhas pecinhas que ainda estão aqui em casa, apenas instalei um simulador de Lego no pc! o que teoricamente elimina o problema da falta de peças, embora desconfie que elimine boa parte da emoção também.

Engraçado, existe um lag na minha vida, relativamente curto, mas nada assim tão trágico, entre o fim da infância e o começo do uso racional da internet, que faz com que coisas como essas aconteçam, outro exemplo disso relatei nesse post do Super Mario.

Ps.: Ainda monto um belo Lego Technic.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Trevo da sorte #2

Neitorzinho, garoto serelepe, andava com sua bicicletinha vermelha de rodas amarelas maciças pelos fundos da casa.. até que..uau! um vaso cheio de trevos! Ele (o vaso) estava no pátio da vizinha, a “tia” Maria, quase em cima do pequeno muro que divide as duas casas.. Havia trevos de todos os tamanhos lá, mas em sua maioria eram pequeninos, não lembro quanto tempo fiquei olhando eles, alguns minutos, 10 ou 20..quiçá horas.. realmente não me lembro, afinal, eu tinha todo o tempo do mundo para olhar um pote de trevos, o tempo passava diferente, acho.


Olha pra cá, olha pra lá, estava extasiado só de olhar (como é legal procurar trevos de quatro folhas!) e pimba! Achei! O mundo silenciou..relutei alguns instantes, até conferir, com um sorriso sinistro no rosto, que realmente era um trevo que quatro folhas.yeahhh!! Com todo o cuidado do mundo, retirei o pequeno trevo (de quatro folhas, ressaltando) da terra.. puxei o freio da bicicletinha, abriu-se assim um espaço e soltando o freio ali prendi o trevo pela sua haste, pronto..agora o trevo fazia parte da bicicleta, sai pedalando feliz feliz, mostrei o trevo para algumas pessoas (pra minha irmã eu sei que mostrei) e depois, como tudo nas mãos de uma criança, o trevo se perdeu..

Já consternado com a situação e sem a euforia de outrora, voltei ao pote de trevos, e sem paciência de procurar forjei um novo trevo de quatro folhas, juntando dois trevos, um com três, outro com uma folha (arranquei duas deste). Coloquei no mesmo lugar na bicicletinha.. mas não foi e mesma coisa, este(s) eu joguei fora antes de fazer os primeiros 20 metros pedalando, quase que envergonhado pelo que fiz.. bom..não tenho fotos, vídeos e não achei outro trevo de quatro folhas..

* minha irmã também não tem certeza
* eu e nenhum dos meus amigos usávamos drogas
* as rodas da bicicleta eram duras mesmo, maciças, uma tremedeira total, e foi nela que eu aprendi a andar de bicicleta.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Gestão Empresarial

por Max Gehringer

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero..?

- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

- Assim? (...)

- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?

- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo "executiva"?

- Já ouví falar. Mas não é do meu tempo. Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial.Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?

- Hã?

- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aquí vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: "O melhor céu da América Latina".

- Fantástico!

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe,certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico por exemplo, me parece extremamente atrativo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai
resultar em um turnaround radical.

- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que você terá um futuro brilhante ... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Devaneios de uma mente em ociosidade mórbida

ela: Quer me ajudar a fugir?
ele: Ahan! Vê aquela janela ali à sua direita?
ela: Você pira que tem uma janela mesmo? Mas é com grade!
ele: Isso não é problema
ela: Não?
ele: No armário à sua esquerda, na segunda gaveta bem lá no fundo tem uma serra, ela tá embrulhada em uma sacola de papel, dessas que vem com pão.
ela: E a sacola de papel vai me salvar?
ele: Calma! Note que nela há algumas anotações, uma espécie de código three-rotor.
ela: Código? E como eu decifro esse código?
ele: Ao lado da padaria da esquina (no lado da porta maior) há uma relojoaria. Lá você vai encontrar um senhor de barbas brancas por fazer e olhos azuis-claros em um rosto notavelmente fadigado. Entregue o papel a ele e ele te dirá uns sábios conselhos. Não anote nenhum, memorize-os!! Mas cuidado, não se disperse com os relógios que a circundam, são belos, mas não a ajudarão nessa caminhada. Dados os conselhos, ele lhe entregará uma chave e um relógio desses analógicos com pulseira de couro. A chave é nova, o relógio nem tanto.
ela: E o que faço com o relógio e a chave?
ele: O relógio você guarda. A chave é de uma casa três quadras ao norte. Vá até lá. É uma casa em tom pérola claro com portas e janelas em grafite. É uma casa à la arquitetura moderna com ângulos retos e sem muitos detalhes com um jardim pequeno, simples e discreto, com pingos-de-ouro em seus contornos. Note que as lanças em cima da grade já estão enferrujando, mas não se preocupe, o portão menor está aberto. A chave é da porta dos fundos que dá direto na copa. Há uma mesa retangular em mogno no centro da copa e um balcão de granito em um tom meio amarronzado que separa a copa da cozinha à sua direita. À sua frente há um corredor que a levará à sala-de-estar. Você vai perceber que no corredor há quadros impressionistas famosos, mais especificamente, dois Manet's e um Degas, mas não se espante, são cópias falsas. Todos foram impressos em "dye-sublimation" na gráfica que fica umas duas quadras ao leste. Na sala, há uma mesinha no centro com um vaso pequeno em forma de jarro com alguns lírios e tulipas. Sob o vaso há um envelope de papel pardo da mesma gráfica que imprimiram os quadros. Dentro do envelope haverá um mapa. Pegue o envelope e me encontre lá na estação antiga às 16h30 entre a banca e a Starbucks.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

A Face Oculta do Orkut

O ano é 2133

- Mamãe, hoje tivemos aula sobre um tal de Orkut, será que esse negócio existiu mesmo?
- Existiu sim meu querido e hoje estamos nessa situação deplorável por causa dessa maldita invenção!
- Foi o que o professor disse... gravei a aula como de costume, a senhora não quer ouvir comigo?
- Põe pra tocar.


"- Olá turma. Hoje mostrarei a vocês o princípio da revolução, o começo do quase fim. Conforme vimos na semana passada, em meados do ano 2000 os computadores eram fundamentais na vida das pessoas daquela época. Mostrei-lhes os principais campos de aplicações daquelas máquinas infames mas, reservei o dia de hoje para falar-lhes exclusivamente da mais funesta invenção humana: o Orkut. Lembram-se bem da internet não é? Pois bem, o Orkut era um dentre os milhões de sites da internet.
- Mas o que tem demais em um site? O senhor não falou que os sites eram como livros e revistas eletrônicos, uma coisa assim?


- Sim Maria, foi mais ou menos o que disse, mas deixe que eu continue.
Além de servir como fonte de informações, como os tais livros e revistas eletrônicos que a Maria bem lembrou, a internet, além de outras coisas, também proporcionava interação entre as pessoas. Já citei os emails, chats, fórums e outros meios dessa interação. O Orkut surgiu como mais uma forma de comunicação entre as pessoas. Os usuários do serviço cadastravam-se no site e passavam a integrar comunidades com as quais se identificavam. Essas comunidades eram como associações onde os sócios, no caso os usuários, tinham um interesse comum. Por exemplo, podemos imaginar uma comunidade "Escola do Libertador" onde os alunos daqui poderiam se associar e então trocar idéias pertinentes a escola. Uma outra característica do Orkut era que cada um dos usuários tinha uma ligação explícita com seus amigos, reais ou virtuais. Assim, todos os usuários, e o próprio Orkut, sabiam quem era amigo de quem. Até aí nada de extraordinário. Podemos ver o Orkut como uma tentativa de simular no computador as relações sociais das pessoas.

- Mas esse não era o real interesse da Google, empresa que vimos na semana passada e que também mantinha o Orkut. Como disse, as pessoas se cadastravam no site. Esse cadastro, amplo, traçava o perfil de cada um dos usuários: o que veste, o que come, o que ouve, o que lê, sua religião, orientação sexual, etnia, profissão, formação acadêmica e outras inúmeras características. Além dessas informações, contidas no cadastro, o usuário interagia com os outros usuários expressando suas opiniões, idéias, crenças, enfim, mostrava-se comportamentalmente. Isso tudo, essa interação, era armazenada nos servidores da Google. Assim a Google, em mais ou menos uma década, acumulou, gratuitamente, um patrimônio valiosíssimo: sabia quem eram, como eram e como agiam as pessoas. Foi a maior pesquisa já realizada em todos os tempos e para isso foi desenvolvido o Orkut. Antes dele a Google tentou usar uma ferramenta de busca para traçar o perfil das pessoas, mas esta não foi suficiente.


- Certo professor, mas que tanto mal havia em deter esse, é... patrimônio?
- Meu caro João, aí é que está! Se você sabe construir uma máquina, mas não sabe como ela funciona de que ela te servirá?
- Para nada!


- Pois é, foi o mesmo que pensaram os projetistas de humanóides da Google. Eles detinham tecnologia capaz de construir os famigerados GOOGs mas ainda não eram capazes de simular perfeitamente o comportamento humano.
- Daí eles bolaram essa balela de Orkut...
- Isso mesmo Marcos, o Orkut foi a pedra fundamental para a construção daqueles malditos robôs. A gigantesca massa de informações coletada com o Orkut lhes proporcionou modelar o comportamento humano e embuti-lo em um pequeno chip de 1 centímetro quadrado. Cada GOOG trazia em seu crânio de adamantiun um desses chips.


- Desgraçados! Desculpe professor mas...
- Tudo bem Penélope, todos nós, sobreviventes, pensamos e devemos pensar assim...


- O resto da história vocês já sabem. Os GOOGs saíram do controle dos cientistas da Google e voltaram-se contra nós, humanos. E então vieram as guerras, as bombas, a destruição... Durante as intermináveis décadas que se passaram após a revolução GOOG fomos sendo aniquilados gradativamente. A raça humana estava por se extinguir até que no glorioso ano de 2113 um grupo de refugiados encontrou no antigo território iraquiano, engenhosamente escondido, um arsenal infinitamente mais poderoso que o do exército GOOG. Estávamos salvos. Em questão de meses os fantasmas metálicos foram dizimados. Pouco mais de cem mil pessoas sobreviveram ao massacre dos robôs e desde o fim dos conflitos lutam diariamente para reconstruir suas vidas e seu planeta.

(...)
Bem turma, esse era o recado de hoje, na terça nos encontramos novamente. Está na hora da saudação ao nosso libertador e hoje façamos com mais entusiasmo: “Viva Saddam! Viva Hussein! Viva Saddam Hussein!”


Lembrei desse texto que achei (sim..) no orkut tempo atrás devido a uns enforc..ops..acontecimentos q ocorreram por ae..hehe e parabéns pra você que foi corajoso de ler tudo isso ae!!