quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Previsões 2009

Após milhares de cartas, e-mails e convites a palestras e retiros espirituais devido ao estrondoso sucesso por parte das previsões anteriores (2007 e 2008) encontrei-me obrigado a realizar mais estas pequenas alusões a alguns fatos que marcarão o próximo ano, dentre eles:

$ No cenário político demográfico nacional o destaque será a cidade do Rio de Janeiro e não a partir do mosquito mais famoso e procurado do Brasil e sim pelo fato de uma pequena limpeza: o fim das favelas! Após incansáveis mortes, indesejáveis quadrilhas de narcotráfico e infinitos contrabandos, a prefeitura do Rio, juntamente com a CIB (Centro de Inteligência Brasileira), aliados ao capitão Nascimento, irão traçar um plano onde serão jogados mísseis (que deveriam – do verbo não serão – ser cinematográficos) durante as gravações de Tropa de Elite 2. Não seria necessário, mas só para constar capitão Nascimento, através de sua destreza, sairá ileso.

$ Já para o cenário mundial o foco não poderia ser outro senão Balack Obama, o primeiro afro descendente, negro, de pele escura, eleito presidente dos EUA. Será descoberta uma revelação que irá chocar o planeta inteiro (como se ele fosse um ovo gigante). A partir de uma simples “pelada” nos fundos da casa branca com os demais congressistas, será revelada sua habilidade única para o futebol. Boatos irão germinar como chuchu, e após uma interminável perseguição à verdade o presidente reúne sua comitiva e em uma entrevista totalmente inesperada, ele revela que o rei Pelé, vulgo Edson Arantes do Nascimento (este também já foi capitão) é seu pai. Ocorreu quando na década de 60 ele visitou os EUA e conheceu a, posteriormente famosa, Oprah Winfrey. Dá para acreditar?!

Entre alegrias e tristezas, o Brasil terá uma lastimável perda daquele que liderava e acima de tudo esbanjava esperança a criança. Difícil será tolerar a agonia do povo cearense – ou nordestino em geral – que adotará 4 meses de luto, período exatamente intermediário entre o carnaval de verão e o de inverno. Que horror!

Bom, de resto 2009 será muito válido para a história, pois ele vem logo após o 2008 e precede o tão esperado 2010. Isto é espetacular. Fico por aqui agradecendo sua pequena atenção, e desejando, para o ano que está chegando, que você não troque apenas de agenda, mas troque emoções e alegrias. Compartilhemos tudo aquilo que nos faça bem!
Feliz 2009!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Meados de 2053

Durante um almoço em família:
- Vô, hoje terei aula de história geral, e a professora avisou na última aula que será sobre a crise financeira global de 2008.
- Ok, e o que eu tenho a ver com isso?
- Pois é, e o senhor viveu aquela época, certo vô?
- Sim e não quero falar do assunto, estamos no horário da refeição!
- Papai, não seja grosseiro com seu neto, ele tem apenas 13 anos e está te questionando algo.
- Está bem. Não gosto de falar do assunto porque foram dias difíceis, não somente o ano de 2008, mas os que se seguiram. Instituições e grandes corporações ruindo, milionários perdendo fortunas. Primeiro foram os bancos, logo em seguida foram as grandes marcas, até tudo virar pó.
- Era isso que iria te perguntar, a professora pediu para falarmos sobre nomes como Google, Coca-cola e Nike. O que essas marcas comerciavam vovô?
- Ah coitadas (só de lembrar abro um sorriso). Eram símbolos do modo de produção daquela época. Dominavam o mercado, ou melhor, o mundo. Era um filme lançado, lá tinha um merchandising da Coca-cola. Uma nova idéia surgia no ramo da tecnologia da informação, em questão de dias a Google comprava e era só um jogador de futebol com seus 15 anos ser vendido para a Europa a Nike já o retia como novo prodígio.
- Credo meu avô. O senhor falando assim até parece que o senhor vivia em um mundo escravizado, sem poder algum de manifestação ou disputa sócio-econômica. Eu ainda gostaria de viver podendo escolher o que...
- Acho que encerramos a conversa por aqui, o ônibus do governo já está aí na frente para te levar na escola. Boa aula!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

22 motivos para não esquecer.

Após 3 longos e bons anos de moradia no quarto 22 da Casa do Estudante Universitário I da Universidade Federal de Santa Maria resolvi enunciar aqui 22 momentos que certamente levarei comigo:

01. Já na primeira semana passei com 38º graus (durante a noite), sem ventilador e com um batalhão de mosquitos. Conseqüência: dormir tapado e acordar ensopado. (fev/05)

02. Operação gatonet, o quarto sendo utilizado como QG central; mapas, reuniões e estratégias para agir na hora certa, para felicidade de toda CEU. (mar/05)

03. Um possível projeto foi discutido onde o 22 e o 23 virariam somente um quarto. Um com a sala/cozinha e o outro com o quarto. O projeto não saiu do papel, mas era interessante! (jun/05)

04. As discussões entre os liberais e não-liberais; socialistas e capitalistas; ortodoxos e heterodoxos logo após o almoço quando o vizinho vinha até o quarto. (fev/05~dez/05)

05. Com a ajuda de dois grandes amigos (um aspirante a médico e outro a arquiteto) e uma apostila não conseguimos resolver uma prova de matemática, estudando para o vestibular do dia seguinte. Logo, reprovado! (jan/06)

06. A realização de um churrasco, com direito a churrasqueira improvisada e nuvens de fumaça para o quarto acima, em troca um balde de água na carne. Sem graça. (fev/06)

07. Reforma do quarto. Encabeçada e realizada pelos outros dois moradores. Resultado: quarto vira exemplo da CEU I. Essas palavras não são minhas, mas concordo. (abr/06)

08. A possível moradia de uma garota no quarto, fazendo com que eu estivesse a palavra final, sendo que os outros 2 moradores já moravam lá há anos. (mai/06)

09. O item acima acarretou na desunião entre os outros 2 membros do quarto, um dos momentos mais desagradáveis, fazendo com que eu ficasse durante 3 meses sozinho. (jun/06)

10. Após repor uma das vagas com um amigo conterrâneo e de mesmo pensamento sócio-econômico, outro morador simplesmente bate à porta e se diz morador. Cada uma que acontece. (out/06)

11. Uma festa surpresa para um amigão da economia, tudo marcado e combinado. O missioneiro ficou feliz da vida! (nov/06)

12. Uma semana inteira assistindo durante a madrugada as garotas do voleibol do Brasil em busca de mais um fracasso, isto na companhia das baratas que passeavam pela pia, sendo em vão qualquer tentativa de aniquilação. (dez/06)

13. Uma faixa! Uma faixa – não encomendada – de bixo 2007 feita por uma amigona. Muito legal!! (jan/07)

14. Torcida carimbada e com o pensamento positivo no Imortal Tricolor em busca do tricampeonato da Libertadores da América de 2007 em todas as quartas. Não foi daquela vez, uma pequena adiada. (fev/07~jun/07)

15. A noite do hotel; onde após uma festa de formatura, o quarto foi tomado por vizinhos e desabrigados, fazendo com que 7 pessoas dormissem num espaço 5mx5m. (mar/07)

16. Aquele mesmo morador (item 10) foi pedido a se retirar. Situação muito desagradável e hoje posso até chamar de injusta. Paciência, agora já foi feito. Sem mágoas. (mar/07)

17. A noite dos filmes; 4 filmes (se é que podem ser classificados como tais) assistidos na seqüência entre 6 apavorados, amedrontados e enraivecidos telespectadores. (jun/07)

18. Madrugada curta. Onde eu e o outro morador vivendo em momentos parecidos, sem muito sono e com muito trabalho para faculdade viramos a noite. Nem é necessário dizer que não foi em função da faculdade, mas sim dialogando, conversa produtiva. (jul/07)

19. Julho de 2007: o mês da ausência criativa de noites de sono, ou uma tradução mais direta; monografia. Dias complicados. (jul/07)

20. Despedida de uma amiga para o Mato Grosso do Sul. Neste dia foi o recorde de pessoas ao mesmo tempo no quarto, 18. Não me pergunte como se conseguiu esse feito. (jan/08)

21. A hora de deixar o quarto, devido uma lei da Universidade. Algo nada agradável ou planejado, mas por vezes a vida não avisa com muita antecedência o que tem que fazer. (fev/08)

22. As reuniões diárias nas quais se conversava sobre os mais variados assuntos, com aqueles que ali estavam, sempre acompanhados de um cafezinho passado na hora. Muito bom! (fev/05~fev/08).

Finalizo agradecendo, aos moradores em que lá estiveram durante esse período, aos amigos que lá fiz e mantenho até hoje, às visitas ilustres que lá tiveram e a outros momentos que não saíram da minha memória. Obrigado!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Auto medicação

Com um pé fora eu outro dentro da farmácia, percebo que a balconista me persegue com os olhos e uma feição levemente preocupada. Sendo assim vou até ela e lhe questiono:
- Por gentileza, estou à procura de uma dose de grosseria, vocês têm aqui?
- Desculpa, mas eu não entendi o que o senhor quer. – Responde ela desconfiada.
- É simples. Desejo apenas uma porção de grosseria, seja ela em comprimido ou em gotas.
- Não tenho como lhe ajudar, o senhor vai ter que me desculpar. – Fala ao mesmo tempo em que tenta se esquivar de mim.
- Então me veja um pouco de indelicadeza ou brutalidade, que estou precisando agora, já que vocês não têm grosseria para me vender! – Falo com um tom de voz um pouco mais forte, já que estava perdendo a paciência.
- Desculpa senhor, desculpa. – Resmunga a jovem em meio aos soluços.
- Mas que incompetência da sua parte, não consegue sequer atender um cliente, onde está o gerente deste local, isto é uma afronta! – Começo a ficar nervoso e percebo que chega até mim uma pessoa com um semblante desafiante e soberbo.
- O que está havendo aqui, algum problema? – Pergunta o homem franzindo a testa.
- Sim! Sua funcionária além de mal educada e incompetente, por não conseguir atender a um simples cliente, é psicologicamente afetada. Exijo que você tome uma atitude perante esta situação! – Argumento roendo os dentes e colocando o dedo indicador em seu peito.
- O senhor está se referindo a minha funcionária ou a si próprio quando diz que alguém aqui é psicologicamente afetado? – Indaga calmamente e com um ar de ironia.
- O quê!? Que audácia sua falar essa bobagem! O que está pensando? – Enfrento-o com os olhos saltando de suas órbitas.
- Refiro-me a cartela com oito comprimidos que o senhor comprou a dez minutos atrás conosco e tomou-as de uma vez só e que logo depois pedi para o senhor se retirar de minha farmácia. Não se recorda disso? – Explica ao mesmo tempo em que olha para seu relógio.
- Quem!? O que foi que acontec.. – Tento confrontá-lo, quando tomo um susto ao ver, em minhas mãos, um caixa de remédio com o seguinte escrito: Grosseril: ingerir um comprimido a cada seis horas; em caso de overdose, grosseria exacerbada e ocorrência de amnésia temporal.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mercado Financeiro -- O que fazer?

Não são poucos os brasileiros que estão desesperados, perdendo muito mais que cabelos com as constantes quedas na bovespa. Muitos dos que resolveram investir sua poupança no mercado financeiro enquanto a economia vivia um momento de céu de brigadeiro, amarga consideráveis perdas com o mau momento da economia atualmente.

A situação é bastante complicada, a crise hipotecária americana que alguns juravam de pé junto que não afetaria a economia brasileira, tardou mas não falhou. E o pior é que a crise ainda não está resolvida, ou seja, previsão de bom tempo só alguns raros otimistas.

A pergunta que fica é: o que fazer em momentos como este? A verdade é -- e você já deve presumir isso -- não há uma resposta considerada correta/exata para essa questão. O que há porém, são alguns "pontos cardeais" pelos quais podemos nos orientar para evitar grandes perdas, ou perdas ainda maiores. Eis aí algumas:

1. Os blue chips são a maioria entre os 10 papeis que mais desvalorizaram ultimamente. Isso pode indicar um bom momento de compra, visto que a queda se deveu a fatores exógenos ao fundamentalismo, ou seja, não há nada de errado com os papéis.

2. Papéis de empresas do setores financeiros, mais especificamente bancos, que apesar do crédito fácil ser um atrativo para inadimplência, especialistas afirmam que está longe do tão temido subprime.

3. E há também aqueles que apostam na subida do dólar comprando papéis de empresas do setor exportador, o que é meio expeculação porque nada garante que o dólar irá subir. Nem o contrário, é claro.

Para encerrar, a Exame desta quinzena (N.º 923), divulgou a carteira de ações que o investidor deve montar para se proteger dos solavancos da bolsa na matéria "Como se proteger durante a crise", embora muitos investidores preferem não confiar nos analistas entrevistados pela Exame.

15% Petrobras
15% Vale
15% Vemig
10% CSN
10% Itausa
10% Bradesco
10% CCR
10% AES Tiete
5% Usiminas

A Falácia DOHA

A rodada DOHA está nos centro das atenções dos noticiários políticos e econômicos. Muito se critica as nações industrializadas que pregam o liberalismo mas não o praticam. Afinal, será que esse liberalismo comercial é realmente bom para a economia brasileira? A resposta de todo bom economista: depende.

Neste ano, a rodada ficou marcada pelo incansável discurso de Celso Amorin dizendo, em outras palavras, que é melhor um pássaro na mão do que dois voando, ao mesmo tempo em que recebiamos severas críticas de correligionários de aliança comercial acusando o Brasil de traição.

A negociação estava mais ou menos assim, na área agrícola, os Estados Unidos haviam prometido o teto de US$ 14,5 bilhões ao ano para os subsídios concedidos a seus agricultores. Para o nosso atual ministro de relações exteriores, isso é considerado positivo

Enquanto isso, os países em desenvolvimento - ou seja, para o Brasil e seus sócios do Mercosul - se comprometeram em cortar 54% nas tarifas de importação de bens industriais, com margem de proteção para 14% das linhas tarifárias. E é aí que mora o perigo.

Reduzir impostos sobre produção industrial significa sufocar a indústria nascente, ou seja, todo esforço no sentido de desenvolver uma indústria nacional que é símbolo de uma nação economicamente desenvolvida, será jogado fora para favorecer aquilo que já temos de mais forte: a agricultura.

Com isso os liberais riem à toa, não existe nada mais ricardiano do que isso. Teoria da Vantagem Comparativa total. E é aí que entra o depende. Se o Brasil quiser ser para sempre conhecido como o celeiro do mundo, é ótimo, vamos produzir soja como nunca antes. Porém, se um dia quiser se desenvolver tecnologicamente, será tarde demais.

E enquanto o desenvolvimento não vem, o Brasil fica assim, a ver navios, indo e vindo. Porque para nós é super normal ver navios abarrotados de soja indo em troca de alguns com microchips vindo. Mas concordamos que os portugueses foram estúpidos quando assinaram o tratado com a coroa inglesa para vender vinhos em troca de trigo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Liberalismo para liberal ver

É do saber de todos que os idealizadores deste blog não são muito simpatizantes dos ideais liberais. A começar por mim, é claro. É claro também, que não sou a favor do totalitarismo ou afins. Acredito que a economia de mercado, de livre concorrência, é imprescindível para o desenvolvimento. Mas acredito também que em certas circunstâncias/situações, o governo precisa intervir para dar um "empurrãozinho" -- pois caso ele não faça, ninguém mais o fará.

Porém, há os liberais fanáticos, crentes na mão invisível e que criticam veemente qualquer tipo de intervenção estatal na economia. Para justificar suas idéias, dão como exemplo o maior de todos, a potência mundial, os Estados Unidos da América. Porque, afinal, a América é livre!

Livre é, só não é imune a crises. E digo, mais certo que os liberais extremistas, estava Nietzsche com seu eterno retorno.

Assim como o New Deal -- que nada mais foi do que um conjunto de idéias Keynesianas *heterodoxas* intervencionistas -- foi a salvação para "américa" depois da crise de 29, eis que a mão invisível esquece de aparecer (de novo) e o governo americano resolve dar uma ajudinha para Fannie Mae e Freddie Mac. Ajudinha, porque eles são bonzinhos, afinal.

E ainda assim são chamados de liberais. Intervêm diretamente na economia, dão subsídios para Deus e mundo, invadem países, retaliam nações, enforcam presidentes, mas são liberais: laissez faire, laissez aller, laissez passer. É claro que são.

sábado, 5 de julho de 2008

Reviews

O Orfanato (El Orfanato)
Um orfanato que anos mais tarde foi comprado por uma das crianças que lá foi criada. Sendo assim, seu filho, também órfão e com alguns problemas de saúde, começa a ganhar alguns amigos dentro e na região próxima à casa. Os pais despreocupados, a criança mais agitada e logo após desaparecida, pessoas aparecendo na casa altas horas da noite e uma boa trama entre os personagens do filme fazem dele um bom suspense.
Nota: 3,4




Diário dos Mortos (Diary of the Dead)
Zumbis: pessoas que morrem e que logo em seguida retornam à “vida” para receberem um tiro na cabeça e aí sim morrerem. Sabe aquele filme, o Resident Evil. Então, esse trocou o nome, atores/personagens, e o enredo, fazendo com que o filme seja muito ruim. Pode-se dizer que leva um ponto positivo pelas cenas sanguinárias, mas só!
Nota: 2,4


Efeito Dominó (The Bank Job)
Um assalto a banco. Mas nada tradicional. O alvo da vez não são dólares, ouro ou qualquer outro tipo de tesouro. O que está em jogo é a corrupção, a polícia, condutas mesquinhas e comprometedoras. A trama é baseada em fatos reais, o que faz dela um ótimo filme com um toque de realismo. Interessante é seu slogan: “Entre todos os envolvidos, os criminosos são os mais inocentes.”
Nota: 4,1


Quebrando a Banca (21)
Blackjack (21 para nós) é um famoso jogo de cartas, mas que no Brasil não é muito corriqueiro, tão jogado quanto ao poker em cassinos e sites de aposta. Só que segundo as regras é proibido contar as cartas, onde se teria vantagens em relação à banca, aumentando os exorbitantes lucros. Com atores famosos e uma idéia bem bolada, o filme é, para aqueles que gostam de jogo de cartas e o mundo das apostas, bem interessante.
Nota: 4,2

quinta-feira, 19 de junho de 2008

And we're back!

Não como outrora, mas estamos de volta depois de um longo tempo. Desta vez, para responder alguns comentários que eu julguei dignos de um post.

O primeiro é do Jaderson, que comentou lá no post em que eu argumentei que a China nunca chegará a ser um país desenvolvido. Segue o comentário:

Caro Luis Henrique, estava aqui procurando algum texto interessante sobre "pq inovar é preciso" e achei seu blog. Mas a verdade é que eu me interessei mais pelo último parágrafo do seu texto sobre a China: "Tenho 300+ Mb em pdfs sobre Economia Industrial e Economia da Tecnlogia... além de um consistente know-how em colegar dados da UNcomtrade e OMC". Pois então, estou tentando fazer uma monografia sobre "Inovação Tecnológica no Brasil", buscando respostas do porquê nosso paí s tem um sistema nacional de inovação imaturo. Se vc tem interesse em me ajudar, por favor me escreva.
Obrigado, e parabéns pelo blog.
Me desculpe, mas comparar estes estados que são bem, mas beeeeeeem menores que o Brasil(quase do tamanho do estado de São Paulo),que não tem uma estrutura federativa como tem o Brasil é irreal.
É só olhar pra França que ja é um pouquinho maior e ver que a coisa fica pior.
A suécia não tem nem 10 milhoes de habitantes.
Carga Tributária amarra a economia sim e gera problemas sim. Esses paí ses vao ter problemas logo, logo com falta de investimento(com exceção da Suiça que tem o sistema bancário). Só estão aguentando mais por conta da UE.
Temos que seguir o exemplo de Ronald Reagan e JFK e diminuir os impostos, gerando prosperidade.

De um Liberal.


Márcio, tenho que concordar com você quando diz que é uma injustiça comparar Brasil com a Suécia tão apenas levando em consideração o tamanho da "unidade federativa". Concordo também que o Estado, usando seus termos, amarra a economia. Como eu já tinha elucidado no post supracitado, de maneira nenhuma sou a favor de um estato totalitário.

Concordo que a livre concorrência é o melhor para uma economia pois incentiva a concorrência, que por sua vez, motiva o desenvolvimento técnico-científico, o grande motor do desenvolvimento econômico em um ambiente capitalista para a escola desenvolvimentista.

Porém, discordo quando você diz que os países escandinavos estão fadados ao pior. O alto IDH deles é conseqüência justamente da alta porcentagem de arrecadação em relação ao PIB, pois são em sua maioria direcionados às áreas de educação, saúde e social, que incide diretamente no IDH. E, corrija-me se estiver errado, não há indícios de corrupção, fator que Keynes esqueceu de computar em sua Teoria Geral e que faz toda diferença aqui em terras tupiniquins.

Vide, por exemplo, a Finlândia, que, por experiência de próximos, possui um sistema de saúde estatal melhor que o sistema privado estadunidense. E por exemplos de empresas de capital privado bem sucedido na escandinávia, temos a finlandesa Nokia, líder mundial na fabricação de aperelhos celulares, e laboratórios farmaceuticos (não só escandinavos, mas norte-europeus em geral) reconhecidos mundialmente. Ambos categorizados pela OMC como produtos de alta tecnologia

Acredito que em alguns gargalos da economia a mão invisível esquece de aparecer, sendo assim, necessário para o bem desenvolvimento econômico, um empurrãozinho do Estado. Empurrãozinho este, que nações como o Brasil carecem tanto para fomentar o desenvolvimento da indústria de média-alta e alta tecnologia (imprescindíveis para a consolidaçoão do desenvolvimento econômico), como para solidificar a educação, condição sine-qua-non para se ter uma indústria desenvolvida no país.

No final das contas, a gente acaba percebendo que isto vai nos levar à uma discussão muito mais de cunho ideológico do que político ou econômico propriamente dito, e que buscamos na ciência, em sua magnitude de significados, uma justificativa para nosso ideal. Mas como todos nós sabemos, ideal por ideal, cada um tem o seu. Uns preferem ser escravos do capitalismo, outros preferem passar fome em Cuba. No quesito ideológico político, it's a matter of taste, não há certo ou errado.

O que é errado é a usurpação do dinheiro público para favorecimento próprio ou de próximos, também chamado de "corrupção", o principal alvo da minha crítica.

De qualquer forma, agradeço a ambos pelos comentários. Espero tê-los respondido a altura, do cotrário, a caixa de comentários permanecerá aberta, e é isso que faz dos blogs uma ferramenta fantástica para se expressar, de se comunicar, e sobretudo compartilhar informação/conhecimento.

Mais uma vez, obrigado e voltem sempre!

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sábado, 24 de maio de 2008

Reviews

O Juízo Final (2012: Doomsday)
Ficção: O fim dos tempos, a extinção do planeta Terra. Mais um daqueles filmes catastróficos no qual o planeta está “por um fio” e sua salvação depende de umas 3 ou 9 pessoas. Com cenários horríveis, enredo apavorante e sequer com efeitos especiais apresentáveis, este filme é bem fraquinho. Nota: 1,6





Uma Chamada Perdida (One Missed Call)
Suspense: Uma assombração que se utiliza da agenda telefônica de seu celular para fazer novas vítimas. O Chamado se modernizou e agora está no celular. As vítimas são escolhidas e seu celular toca ouvindo sua própria voz na hora da partida. É um bom suspense, que conseguiu agregar cenas tensas com uma história inovadora.
Nota: 3,1



Hittman: Assassino 47
Ação: Baseado nos games, Hittman: Assassino 47 é um filme de ação que conta a história de um assassino de aluguel, onde recebeu ensinamentos para sua vida viril que iria levar. Porém após ser enganado e começar a ser perseguido e procura saber o que realmente está ocorrendo e decide seguir seu próprio instinto. Creio que para aqueles que jogaram o filme pode ter sido melhor, não que seja ruim, mas podia ter mais ação.
Nota: 2,8




A Lenda de Beowulf (Beowulf)
Ficção/Animação: O herói e sua fama. A Lenda de Beowulf é mais um dos filmes todo feito em computação gráfica (inclusive a sósia da Angelina Jolie) que conta a saga de Beowulf, um desbravador, um herói, uma lenda. Partindo do pressuposto de ser um filme “digitalizado”, ele ficou devendo muito, mas o enredo foi bem bolado.
Nota: 2,7



Antes de Partir (The Bucket List)
Drama: A cada 100 pessoas, somente 5 gostariam de saber quanto tempo lhe restam de vida. Não que Carter (Morgan Freeman) e Cole (Jack Nicholson) gostariam, mas devido seus estados terminais, eles sabem, e não é muito tempo. Logo surge a idéia de uma lista de atividades (lista de bota) para se realizarem antes de partir. O filme é muito original e ainda conseguiu entrelaçar situações hilariantes ao drama vivido pelos dois amigos, porém poderia ter sido mais explorado. Mas ainda valeu o ingresso!
Nota: 3,4

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Grau de Investimento, mas disso você já sabia

Da série "antes tarde do que nunca", e aproveitando o fato de que muitos chegam por aqui querendo saber o que é grau de investimento, e o que a tal classificação refletirá na economia brasileira, não poderia deixar de comentar sobre o que já foi manchete em rede nacional: we got it!

Depois de muito esperar, e de alguns pessimistas dizerem que só viria em 2009, o Brasil enfim conquista o tão almejado grau de investimento. Por mais paradoxal que possa parecer, o que era tão esperado e almejado, acabou pegando muita gente de surpresa. A outros, deixaram rindo à toa, graças à mega valorização de alguns papéis na Bovespa.

As a matter of fact, o Brasil já era considerado Grau de Investimento por uma agência de riscos asiática de menor expressão, de tão menor expressão, o mercado nem 'sentiu'. Nada como uma S&P.

É claro que o Apedeuta não poderia passar incólume e já fez seu papel de presidente ignorante populista. Ou populista ignorante. "O Brasil passa por um momento mágico! (...) Investment Grade, eu nem sei como é que se pronuncia isso".

Thank God, a diretora da S&P, Lisa Schineller, deixou bem claro que o título conferido ao Brasil é graças a uma continuação da política econômica começada lá no governo FHC2. Engraçado que esses dias o Apedeuta disse que não dá para se fazer muita coisa em 4, 8 ou 10 anos. O que me preocupa é: o que raios ele quis dizer com isso?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Twittando

Então que eu não gosto de publicar todas as fofocas econômico-políticas mundiais, espera-se amadurecer as idéias e, entre posts e não-posts eu vou twittando aqui no blog:

Enfim, depois de muito criticado, o etanol brasileiro deixa de ser vilão, nada de novo por aí, só a constatação de que a inveja é uma coisa louca mesmo.

A novidade fica por conta do Grau de Investimento que o Brasil alcançou, agora sim, formalmente, o que *faz* a diferença, o IBOVESPA que o diga.

Vai Brasil!

sábado, 19 de abril de 2008

Reviews




Left For Dead
Suspense: Em um vilarejo um “xerife-fantasma” manda (bala) em qualquer um que apareça. O então dono do lugar anos atrás teria sido cruelmente atormentado pelas mulheres da vila, e sua mãe morta diante de seus olhos. Logo surge o sentimento de vingança e justiça pelas próprias mãos. O filme é muito fraco, desprovido de cenas de suspense, cenários fraquíssimos e interpretações horríveis, que horror!
Nota: 1,8


A História de uma Abelha (Bee Movie)
Animação: Em uma colméia no Central Park as abelhas trabalham arduamente para fabricarem seu mel. Cada um com sua tarefa e sua responsabilidade em prol da colônia. Até uma abelha decidir quebrar aquele metodismo instalado na colméia e descobrir que os humanos ‘roubam’ o mel e escravizam abelhas para aumentarem seus impérios. Já olhei animações melhores, mas até que se podem tirar alguns risos do filme. E o enredo podia ser melhor, talvez mais intenso com é o caso da Era do Gelo, por exemplo.
Nota: 2,8


Monstro (Cloverfield)
Ficção: Nova York atacada, de novo! Hollywood insiste em destruir a maior cidade dos EUA. Desta vez o filme é rodado em “primeira pessoa”, ou seja, o filme todo é filmado como se fosse uma filmagem caseira, onde amigos curtem uma festa e o tal monstro começa a aniquilar NY. Correria e fuga em busca da sobrevivência. Este foi mais um dos filmes com belos efeitos de destruição, apesar do roteiro nada original. A idéia da filmagem caseira foi muito bem bolada, apesar de muito profissional por vezes e cansativa, mas o filme é relativamente curto com seus 74 minutos. Pra mim ficou devendo!
Nota: 3,1

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bolsa floresta

Bom, recentemente fui convidado, por meio da Eco Eco, para [re]publicar um artigo, desta vez na Revista Ibero americana de Economia Ecológica. A resposta ainda não chegou, mas vamos lá.

Tudo isso ainda remonta dos áureos tempos da monografia de conclusão do curso, ciências econômicas no caso, que acabou se tornando um estudo da situação do Brasil no mercado de carbono. Ok, parece estranho para muitos, inclusive, a pasta Monografia nem estava dentro da pasta Economia.

Acontece que rola um sentimento recorrente em todas as releituras da monografia, o desconforto em relação a não valorização das florestas quando mantidas conservadas, que pode ser melhor explicado pela frase de Hylton:
“Eu estou em um mundo em que nós testemunhamos o conflito crescente entre segurança alimentar, segurança energética e segurança ambiental – enquanto há como se ganhar dinheiro com comida e energia e nenhuma renda procede das florestas de pé, é óbvio que a floresta sofrerá o golpe.”
Então, depois de concluir a edição do artigo, pude ler meus feeds e perceber que o Ministério do Meio Ambiente está tentando criar, ainda neste ano, uma espécie de "bolsa-floresta", com o pagamento de valores mensais a agricultores que realizem a "prestação de serviços ambientais", como a conservação de florestas ou recuperação de áreas degradadas, segundo a mesma matéria a proposta ressuscita o Pró-Ambiente, um projeto pioneiro que nunca ganhou escala.

FEITO!

sábado, 5 de abril de 2008

Reviews


Gabriel – A vingança de um anjo
Ficção: Anjos são enviados à Terra para salvá-la da escuridão eterna. Lutas são travadas entre o bem e o mal e anjo após anjo eles vão sendo eliminados. Até o surgimento de Gabriel e sua raiva incondicional. O filme é daqueles que o enredo é deixado de lado em prol de lutas e sangues. Este seria o único ponto positivo, cenas bem feitas de luta, apesar de muito exageradas por vezes. Efeitos muito bons, apesar de surreais (demais).
Nota: 2,9



O Olho do Mal (The Eye)
Suspense: Jessica Alba, digo, Sydney é cega desde os 5 anos de idade e mal conhece o mundo através dos olhos. Até acontecer sua cirurgia de transplante de córneas e a oportunidade de apreciar tudo e todos pelo poder da visão. Mas mal saberia ela que poderia ver além, podendo enxergar espíritos e até predestinar a morte das pessoas. Há muito tempo que não assistia um suspense tão surpreendente, instigante e fascinante (e com uma atriz linda!). Ótimas cenas para os famosos sustos, belíssimo enredo e final maravilhoso.
Nota: 4,2

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Depois da China, a Índia.

Saiu na HSM Management (que apesar de ser uma revista para administradores, faz uma ótima cobertura no mundo dos negócios) que a fabricante de eletrônicos de consumo Videocon Industries, da Índia, fará uma proposta pela divisão de aparelhos celulares da Motorola, caso a companhia norte-americana decida vender o negócio. Motorola, que apesar de usar (e propagar) estratégia Seis Sigma, parece ir meio mal das pernas no momento.

Mas o que mais me interessa nesta história não é se a estratégia da Motorola foi bem ou mal sucedida, mas sim a postura da indústria indiana. Ainda semana passada foi anunciada a compra da Land Rover e Jaguar, ambas ex-grupo Ford, pela Tata, empresa automobilística também indiana.

Isso só nos permite afirmar que, apesar de como foi comentado por aqui semana passada que a Índia precisa mais-que-urgentemente de reformas -- idéia reforçada hoje no Financial Times --, o seu setor industrial não parou e continuou desenvolvendo tecnologia, o que é fundamental para o desenvolvimento econômico de um país. Qual empresa brasileira é desenvolvida tecnologicamente o suficiente para comprar um segmento da Motorola? Não vou citar o setor automobilístico brasileiro para não passar vergonha.

A China já começou suas compras há um tempo, sendo talvez a mais considerável delas, a compra de participações da IBM pela LeNovo que, ao que tudo parece, vai muito bem, obrigado.
Vale lembrar que me refiro a setores de média-alta e alta tecnologia, e não média-baixa e baixa como costumam ser as compras de empresas brasileiras.

E em se falando de países emergentes a pergunta que nos resta é: e o Brasil? A meu ver, a melhor resposta seria: até agora nada, mas parece (ênfase em *parece*) que aprendeu a lição.

| Via HSM

Músicas para meus ouvidos, por favor.

O assunto a ser tratado não diz respeito à dengue, mas também provém da cidade maravilhosa. Veio o início deste milênio e de brinde para as rádios e lares brasileiros ecoou um estilo musical nada conservador ou desprovido de censura que teve seu surgimento nas favelas do Rio de Janeiro, o funk. Historicamente, diz-se que o funk tem origem no rap, isso se tratando de Brasil, como um exemplo a crítica costuma citar Gabriel O Pensador (torço para que ele não saiba disso).

Então, concordo com aqueles que dizem que gosto musical não se põe em discussão, uma vez que é pessoal, mas daí um estilo musical moldar a cultura de um povo e criar uma imagem para aqueles que vêm de fora, já é outro assunto. Não que eu queira aqui também defender nosso nada desinibido país, uma vez que se tem (e se apresenta para o mundo afora) o carnaval brasileiro. Mas bem que se poderia, pelo menos, não piorar a situação.

Tento, mas não consigo extrair pelo menos um aspecto positivo dos tais funks. Possuem letras – além de incentivadoras a falta de pudor – insignificantes. Basta analisar a letra de músicas como Minha Égua Pocotó, Tchu Tchuca ou os hits do momento Piriguete e Créu – só o título das músicas já dizem tudo, sinto um misto de vergonha e repugnância.

Na semana passada surgiu a notícia que através da música Um Tapinha Não Dói, o Furacão 2000 foi indiciado e terá que pagar uma multa no valor de 500 mil reais. Hoje talvez eu entenda porque célebres figuras da MPB e do rock nacional, tais como Renato Russo, Cássia Eller ou até mesmo Tom Jobim entre outros, foram para a outra vida mais cedo. Talvez eles previssem este perfil indecoroso e destrutível da música brasileira.

sábado, 29 de março de 2008

Reviews


Blonde and Blonder
Comédia: Duas loiras não sabem o que querem e nem o que fazem da vida. Só o fato de serem desprovidas de qualquer tipo de inteligência. São confundidas com uma assassina profissional e então contratadas para apagar um magnata dono de um cassino hotel. O filme ridiculariza demais com a inteligência das loiras, começa hilariante, mas é um péssimo filme!
Nota: 1,9

quinta-feira, 27 de março de 2008

E mais uma vez a China

Há uns três posts atrás, eu disse que no meu ponto de vista, a China estava fadada a ser o eterno país em desenvolvimento. Ainda no domingo a Mirian Leitão disse em seu blog (e em sua coluna no Globo) que não só o Brasil ou a China tem problemas com crescimento, mas todos os países do BRIC (so called "em desenvolvimento") enfrentam diversos gargalos que dificultam o desenvolvimento propriamente dito.

Em sua coluna de domingo, enfatizou que tanto a Índia como a China, tem ainda grandes problemas a resolver. A Índia com seu Estado superpopuloso e ineficiente, carece de reformas tanto quanto o Brasil de caráter mais que emergencial. O problema da China é com seu modelo de sustentabilidade ambiental, tão em vogue nos últimos tempos -- mas não sem motivos, a bem da verdade. Com o upgrade de indústrias leves para indústrias pesadas, a quantidade de siderúrgicas no país aumentou e com elas, a poluição e a chuva ácida. Estima-se que cerca de 400 mil chineses morrem por ano vítimas da poluição, um número bastante assustador.

Enquanto isso o Brasil -- em se abstraindo fatores como burocracia, corrupção, politicos e afins --, precisa urgentemente de uma política industrial eficiente que fomente o tão almeijado desenvolvimento técnico-científico e incentive investimentos em P&D, e a Rússia, bom, a Rússia já é um problema per se.

Dessa forma, os países então considerados do futuro estão ficando cada vez mais do futuro, e isso, diferentemente da gíria "bressânica", não é coisa boa.

| Link para o post da Mirian Leitão aqui.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Final do BBB e suas Peripécias

Ontem assistimos a mais uma final do fabuloso Big Brother Brasil. Esta foi a 8ª edição e este post não tem o objetivo de fazer referência nem ao ganhador (“o pré destinado a substituir o substituto do escolhido”) desta edição nem ao das 7 edições anteriores. Muito menos citar algum dos mais de 100 participantes do programa, uma vez que conhecemos a todos e nos lembramos de cada um dele.

Estou aqui para expor alguns dos acontecimentos que me chamaram atenção. Começamos pelo número de votos. 65 milhões (até o início do programa), que se feita uma análise comparativa ao tempo destinado as votações teremos:
2 dias, cada dia possui 24 horas, para cada hora 60 minutos e para cada minuto temos 60 segundos, logo 2x24x60x60 obtivemos um tempo de 172800 segundos. Dividindo os 65 milhões por 172800 chega-se ao significativo número de 376 votos por SEGUNDO. Tem mais, durante o programa – em torno de 1 hora (3600 segundos) – Pedro Bial teria dito que a votação ficaria pouco acima do recordista 75 milhões. Conclui-se que 10 milhões em 3600 segundos chegaria a um índice cético de 2778 VOTOS POR SEGUNDO, tentem imaginar esse indicador, mas só imaginar, porque é balela!

Mas chega de números. Meu alvo agora atende pelo nome de Pedro Bial. Suas gafes do tipo, interromper o show da banda no início do segundo bloco, ou a microfonia (está certo, esta não é culpa do apresentador, é detalhe técnico) ocasionada entre a casa e o estúdio ou até mesmo a deixa: “a competição está praticamente empatada, a diferença é de décimos de segundo”, logo após retificado por “votos”.

Está bem! Está bem. Não estou aqui para crucificá-lo, erros acontecem e principalmente em um programa ao vivo. Bem ao contrário, costumo elogiá-lo por suas belas obras como redator e por sua naturalidade como interlocutor do programa, apesar de considerar um desperdício intelectual tê-lo como âncora de um programa como o Big Brother, mas mudá-lo agora seria suicídio para a globinho.

Dou minha deixa afirmando que, com certeza, a melhor atração que ocorreu no programa de ontem a noite não foi a voz caricatural do Big Fone anunciando que “faltam 312 dias para o Big Brother Brasil 9”, o que é um fato entristecedor, mas sim o show da “maior roqueira do período pós-bolivariano Pitty”.

terça-feira, 25 de março de 2008

Dia da água é 22 de março

Dia 22 de março foi o dia da água, e em vez de publicar toda balela que diz respeito e mais o cronograma nacional e internacional de atividades que se realizaram durante este dia preferi relembrar minha promessa de posts anteriores.

As historias da água [violinos please] como eu tinha dito, são relatos próprios dos acontecimentos que me saltaram aos olhos nessa vidinha pacata de observador. Imaginem um sítio [leia-se pequena propriedade rural] pra lá de mal cuidado por uma família de italianos. Com vizinhos mais italianos ainda. É a configuração do desastre ambiental.

Não deu outra, os dois córregos que ali existiam secaram, eram bem pequenos é verdade, mas hoje não existem mais. Não pesquisei a fundo essa historia, mas desconfio que suas nascentes tenham sido desviadas em função da agricultura, represas e, também existem aquelas plantações de eucalipto que .. bom, deixa pra lá.

Outro fato deprimente é o rio que corta boa parte da região, ele também teve seus dias de glória e hoje está à mercê de fortes chuvas para manter-se, culpa do assoreamento, que é culpa do desmatamento costeiro, culpa do homem, do sistema, do governo?

Enfim, tudo relativamente simples até eu ler essa matéria, e lembrar disso, relacionar tudo com o aquecimento global e seu efeitos e pirar começar a pensar mais complexamente sobre o tema.

PS.: Espero que o meu curso [recém iniciado] sobre agricultura familiar e sustentabilidade ainda renda muitos posts sobre esse tipo de problema, lógico, no sentido da solução dos mesmos.


sábado, 22 de março de 2008

Reviews



Banquete do Amor (Feast of Love)
Romance/Drama: O amor não marca hora, não avisa quando chega e nem de onde está vindo. Mas sempre acaba causando impactos. O filme demonstra as várias faces do amor: o irresponsável, o desinibido, o traiçoeiro, o duradouro e até o feito entre sexos idêntico. O amor posto à prova, sendo descoberto/revelado e intensificado. Possui bons relatos, ótimas interpretações e um foco original para um filme de romance.
Nota: 3,6


Conduta de Risco (Michael Clayton)
Drama: O advogado Michael Clayton (George Cloney) é viciado em jogos e atividade comercial que não vai muito bem quando sofre um atentado contra a sua vida. Enquanto isso uma empresa de cosméticos U/North não mede esforços, inclusive fabricando produtos considerados cancerígenos, para seguir com seu funcionamento. Pessoas vão sendo mortas, e o envolvimento do advogado com a empresa passa a ser caso de vida ou morte. O filme é muito enrolado e não possui cenas ação, fazendo dele um filme muito cansativo.
Nota: 2,9


Sentença de Morte (Death Sentence)
Ação: Uma família reunida e sonhos planejados. Tudo estava bem, até uma gangue assaltar um posto de gasolina e um novato da gangue matar a sangue frio um dos dois filhos desta família. O sentimento de vingança toma conta do pai (Kevin Bacon) e com as próprias mãos mata o assassino do seu filho, que é irmão do chefão da gangue. A partir daí a guerra é declarada, e cada um utiliza a arma que possuiu. Cenas magníficas de ação aliado a uma ótima interpretação por parte de Kevin Bacon o filme é a dica da semana, uhul!
Nota: 4,0



quinta-feira, 20 de março de 2008

Inovar é preciso, ou: Porque a China nunca deixará de ser um país "em desenvolvimento"

Da série: posts cujo o título é quase maior que o texto.

Já tem um tempo que a economia chinesa é vista como uma aspirante a grande potência mundial, idéia que é reforçada pelos prósperos resultados obtidos, entre eles, um crescimento anual do PIB cercando os 10%. Há quem aposte todas as suas fichas que a China logo superará os EUA e assumirá a posição de maior potência econômica mundial. Eu aposto o contrário, que a China nunca deixará de ser um país "em desenvolvimento", e tentarei convencê-lo disto.

Para se ter uma potência econômica, é necessário mais do que uma indústria de ponta consolidada e uma economia/moeda forte. É preciso inovar, considerado para os desenvolvimentistas como a chave para o desenvolvimento econômico e que é fruto de intensivos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em Ciência e Tecnologia (C&T)

Se há algo que a China não faz é inovar. Por inovação entenda-se não apenas a criação de novos produtos mas também o aprimorar os já existentes. E o que a China faz é exatamente o oposto: deteriora -- para poder atender o pobre mercado chinês. Já estão fazendo versões Xing-Ling até de automóveis, o que tem incomodado grandes montadoras como BMW, GM, Ford, etc. que ameaçam processar, não sem razão, vale dizer, a indústria automobilística chinesa de plagiar seus carros. Pelo menos alguns plágios vem com motor elétrico, contribuindo assim para a redução de emissão de CO2 na atmosfera.

Não que a China não tenha investido em P&D e C&T, prova disso é a LeNovo, empresa chinesa que comprou participações da gigante falida IBM e que lançou recentemente um concorrente para o MacBook Air fazendo Jobs guardar o brinquedinho dele no bolso. Mas a LeNovo é uma exceção. Não acredito que a indústria chinesa irá chegar aos níveis de desenvolvimento alcançado pela empresa de computadores. É como querer que o cara que sempre colou na escola para passar de ano, tire 10 em física quântica. Impossível? Não. Improvável.

Por improvável, eu prefiro apostar na genética industrial chinesa de fazer produtos falsificados de baixa qualidade e quase nenhuma inovação.

Mas então, o que explica os bons números da economia chinesa? Ora, a China representa ~1/6 da população mundial. 1/6 que precisa comer, vestir-se, locomover-se, etc. Ademais, dê uma olhada ao seu redor, quantos produtos 'made in china' você encontra? A saber, Nike, BenQ-Siemens, HP, para citar apenas alguns, são, em sua maioria, "made in china" (e quando não o são, são em algum China-like).

Enquanto a China não se voltar para a inovação continuará sendo o chão-de-fábrica das multinacionais de países desenvolvidos, assim como o Brasil é o celeiro do mundo. Não é à toa que ambos estão categorizados sob a mesma "égide": países emergentes ou, "em desenvolvimento". Por consenso, "países do futuro" (!) -- a eterna piada.

//Este é um assunto que pode render artigos científicos interessantes ou até monografias. Basta apenas refinar a revisão bibliográfica e levantar dados. Ênfase em *apenas*. Quem se interessar, let me know! Tenho 300+ Mb em pdfs sobre Economia Industrial e Economia da Tecnlogia que tratam basicamente sobre isso além de um consistente know-how em colegar dados da UNcomtrade e OMC, que talvez sejam úteis. =)

sábado, 15 de março de 2008

Reviews



Capturing Mary
Romance/Drama: Uma casa, festas, alta sociedade e influências. O filme trata-se de um relato de uma senhora já de idade ao entrar em um casarão e se lembrar de quando era uma jovem jornalista que escrevia para um jornal não muito famoso. Dizia não ser possuidora de tamanha fama para estar no meio em que circulava. Um homem misterioso começa a observá-la e tentar conquistá-la. Este é um filme de cenários limitados, assim como os personagens, o que não o prejudica. Bem contextualizadas as cenas atuais com a busca pelo passado.
Nota: 3,6


O Filho do Mal (Joshua)
Suspense: Mas de abertura já digo que é fraco. O nascimento de uma criança confunde a cabeça de seu irmão. A mãe aparenta possuir rejeição a criança. O pai tenta resolver tudo e acaba não fazendo nada. O filme é muito parado e o ator principal – absolutamente nada contra o menino, mas lhe mentiram que ele é ator – não colaborou e também não possui cenas com um bom suspense, surpreende sim no “final”, mas ficou devendo e muito.
Nota: 2,6
Ps: os dois filmes, a bem da verdade, acho que não foram concluídos, ou seja, faltou final a ambos, mas paciência.

sexta-feira, 14 de março de 2008

TPM

Vem chegando o inverno e uma coisa está me preocupando, a TPM. Normalmente vocês pensariam, vixi o cara está enrrascado, a mãe ou a namorada estão .. enfim.

Como todos sabem a testosterona “é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual.” (wiki)

Então, homens, temos os seguintes problemas:

Já verificado em carneiros [camone, são quase homens] quando no inverno, o nível de testosterona desses animais cai mais de 90% e, como resultado, eles ficam agressivos, irritados, confusos e extremamente emotivos, mais ou menos os sintomas da .. [sim já deu para perceber] TPM! Homens com TPM!

E de modo mais duradouro [procure tratamento se você está assim] temos a “síndrome de irritação masculina” que seria a menopausa masculina, igualmente causada por uma queda no nível de testosterona. Normalmente confundido com estresse “a pessoa tem uma perda de pique, não tem vontade fazer nada; tem perda de força muscular, ou seja, se cansa mais rápido com o ‘exercício’ – ‘grifo meu’ – tem irritabilidade, alteração no humor, distúrbios de sono. Na maioria das vezes, excesso de sono. O sujeito janta e dorme em seguida”, ou seja, uma nhaca de gente.

Pouca gente sabe/entende (?) é que os homens assim como as mulheres podem sofrer de uma espécie de TPM, transformando-se assim [também] em seres totalmente descontrolados, agressivos e sem excitação .. Descobri tudo isso no google claro, mas a razão desse post foi a remota lembrança do livro - Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? - Onde esses temas são explicados de uma maneira bem superficial e sob um prisma limitado. Leitura de passa-tempo.

Na verdade a falta de pesquisas sobre o tema torna tudo isso uma bela piada, com potencial para virar tema de um late show (emoction de medo) e não vale a pena esperar para rir por último, pode rir agora.

Ps.: O AdSense vai apelar?

Ps2.: O boo-box está fazendo falta.

Ps3.: Não é a hora de um post ambientalmente correto.

Ps4.: Não é nada disso que vocês estão pensando.

Não acredita? Leia aqui.



quarta-feira, 12 de março de 2008

#35

O crescimento médio da economia brasileira de 3,8% nos últimos cinco do governo Lula coloca o Brasil em 35º lugar em desempenho, em um grupo de 39 países emergentes.


| Via Estadão

Apple fanboys, torçam para que Bill Gates seja brasileiro na próxima vida

Harder to explain than why Brazil's entrepreneurs are as they are is why they exist at all.
(The Economist sobre empresários brasileiros em relação a carga tributária)

Não é mistério para ninguém que não sou muito adepto às idéias liberais. Acho que o Governo representa um papel importante na economia suprindo as necessidades do mercado quando a mão invisível não aparece.

Também não é mistério para ninguém que a carga tributária brasileira é absurdamente abusiva, embora, a meu ver, o problema maior não é o tamanho da carga tributária, mas sim o mau uso desta, como demonstrado neste post sobre os países com as maiores cargas tributárias do mundo. (Talvez seja necessário eu deixar claro que, embora não simpatizante das idéias liberais, não defendo a atual carga tributária)

Seja como for, a The Economist dessa semana (veiculada a partir de quinta-feira passada 06.03) traz uma matéria enaltecendo os empresário brasileiros que conseguem sobreviver em meio a tamanho caos, de cargas tributárias abusivas e processos burocráticos que levam meses.

Que o Brasil precisa de uma reforma tributária e política urgentemente todos sabem, quiçá o maior clichê político de todos os tempos. O que por vezes temos medo de enxergar é que ainda não há nada nesse sentido sendo tramitado pelos corredores de Brasília. A maior lástima. E não é difícil de enxergar que isso é ruim para os empresários, que contratam menos, que é ruim para a economia e que, por fim, é ruim para o Brasil como um todo.

Enquanto isso, (não só o empresariado, mas todos) continuamos sustentando com nossos impostos uma máquina estatal sucateada que não consegue resolver seus próprios problemas, quem dirá do país. A solução? Explode tudo e começa de novo. Encontre-a, convença todos que a sua idéia é boa e torne-se o salvador da pátria.

Finalizo com a frase do economista Eduardo Gianetti da Fonseca que, juntamente com a epígrafe do post, encerra a reportagem da revista:

“If Bill Gates had started Microsoft in a garage in Brazil, it would still be in the garage.”

| Via The Economist

terça-feira, 11 de março de 2008

Bombing contra veja.

Está rolando na blogosfera um manifesto contra a Veja, que aliás, muito merecido. Todos sabem que imparcialidade não é uma das características deste blog, até porque ele é um blog! Assim sendo, compadecemo-nos da idéia e contribuiremos fazendo a nossa parte.

A história é a seguinte: Luis Nassif, economista e blogueiro, descontente com o que a Veja lhe aprontara, resolveu soltar o verbo e disse que tudo o que sabia sobre os podres da Veja. O problema é que ele resolveu fazer isso numa Google Page escondido a sete chaves lá no fundo do oceano.

E aí entra o manifesto bloguístico: tornar isso público para que todos saibam a verdade sobre a Veja. Para isso, utilizaremos nosso velho conhecido google bombing. Funciona assim, toda vez que utilizar a palavra "Veja", linka lá para a página que o Nassif escreveu. Vou repetir, toda vez que escrever "Veja" linka para a página do Nassif.

Dessa forma, os robôs de pesquisa do google, também conhecidos como googlebot, entenderá que "Veja" é a página que o Nassif escreveu (ou algo extremamente relacionado a) e quando um cidadão de bem for procurar por Veja no Google, os googlebots se encarregarão de posicionar melhor a tão escondida página do Nassif, aumentando a possibilidade do nosso cidadão de bem descobrir as verdades sobre a Veja.

Simples, toda vez que usar a palavra Veja linka para a página do Nassif

Essa é uma iniciativa do Bender, mas vários blogs já aderiram ao movimento. Adira você você também! E ajude o Brasil a descobrir as verdades sobre a Veja.


// Esse é um dual post, ou seja, salvo algumas alterações, você o encontra aqui e lá no meu outro blog -- agora pessoal: Luis H. Penha (sim, isso também é um bombing, para quando alguém pesquisar meu nome lá no google, apareça meu blog (pessoal) e não meu profile no camiseteria).

sábado, 8 de março de 2008

Reviews



Na Natureza Selvagem (Into the wild)
Drama/Aventura: Um jovem estudante se forma no colegial e tem de decidir que rumo dar a sua vida. Seus pais tentam lhe impor uma vida que não corresponde com suas expectativas e o jovem acaba fugindo de casa sem rota a seguir, mas com o destino confirmado, o Alasca. O filme demonstra toda sua trajetória e as histórias vividas por ele, o que o torna muito dinâmico e instigado, cenários abertos e uma demonstração de luta pela sobrevivência.
Nota: 3,8


30 Dias de Noite (30 Days of Night)
Suspense: Em um vilarejo ao norte dos Estados Unidos e muito distante da civilização, ocorre todo ano na chegada do inverno 30 dias seguidos de plena escuridão. A partir daí surgem mutantes, ou seres comedores de pessoas, ou algo do gênero que objetiva acabar os humanos e demonstrar toda sua força. Isto quer dizer, mais um daqueles filmes onde o sheriff tem que ser o machão da trama, não só para salvar a vila, mas também para ganhar o coração da mocinha, que lindo! Pra suspense foi fraco.
Nota: 2,7

terça-feira, 4 de março de 2008

Le Nouveaux News #7

O primeiro boletim de notícias do ano não traz novidades muito radicais aqui no blog, que aliás, tem passado ultimamente por uma turbulência jamais vista, mas tudo está voltando ao normal, não se preocupe.

Como vocês devem ter reparado, a frequência de posts por aqui reduziu drasticamente, mas não encaramos isso como algo ruim, pelo contrário, como uma passo dado buscando o aprimoramento ao procurar publicar apenas posts com conteúdo que agregue conhecimento, procurando cultivar, dessa forma, uma comunidade de leitores intelectualmente ativa, e que, de certa forma, contribuam para o crescimento cultural de todos, inclusive do blog.

Procuraremos manter o foco em questões que envolva economia nas suas mais diversas formas, variando de mercado de capitais, políticas econômicas a até economia da ecologia, e opinando de vez em quando em alguns 'off topic' como tendências, marketing e estratégia.

Aos finais de semana, a programação continua a mesma. Reviews de filmes aos sábados e vídeos (virais ou não) aos domingos. Só falta o Neitor voltar das férias.

Vale lembrar que o Serviço de Atendimento ao Leitor continua positivo e operante 24/7. Críticas, sugestões, comentários, dicas, feedbacks são sempre bem-vindos!

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Aproveitando o ensejo, gostaria de anunciar por aqui meu novo blog -- agora pessoal: éle.agá | weblog. Dá uma passadinha lá! Aproveita e assina o feed, é grátis!
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sábado, 1 de março de 2008

Reviews


Maldita Sorte (Good Luck Chuck)
Comédia Romântica: Objeto e amuleto sexual. Este é o prazer/carma que recebe um jovenzinho em uma brincadeira inocente. Porém na sua vida adulta o feitiço vira realidade, ele percebe que ao transar com qualquer mulher, ela encontraria o homem da sua vida naquele que fosse o próximo encontro. O único problema foi se apaixonar, e saber que poderia perder o amor de sua vida, well well. Para aqueles que gostam de filme pornô é uma boa dica.. brincadeirinha! Mas o kama sutra foi bem explorado no filme, até que é um filme engraçado, aliás.. dependendo da companhia pode se dar muitas risadas!
Nota: 3,4



Medo da Verdade (Gone Baby Gone)
Policial: A trama envolve o desaparecimento de uma criança. Toda a polícia é posta à procura e imprensa acompanha fazendo a cobertura. Até o momento de um jovem detetive, que durante o filme será discriminado e ameaçador, e sua namorada fazerem parte das investigações. Dois investigadores da polícia acompanham o detetive em busca da solução do caso. Entre drogas e mother fuckers, o filme possui um ótimo enredo e conta com Morgan Freeman em seu elenco. Ótimo final e ele passa uma boa mensagem.
Nota: 4,1

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A ascensão da FIAT

Ao ver a propaganda do Novo Stilo, algo me chamou a atenção: o câmbio. Assisti duas vezes para ter certeza de que não vi errado: o Novo Stilo vem equipado com câmbio sequêncial semi-automático e lindas butterflies¹ atrás do volante.

Todo apaixonado por carro (eu!) sonha em um dia ter um carro com câmbio butterfly, um tipo de câmbio presente em supercarros como, para citar apenas um nome: Ferraris. Sabendo que isso é um sonho, a maioria, digo, os menos afortunados, contentam-se com um sequêncial semi-automático, câmbio utilizado nos carros da Stock Car.

Mas este não é um post sobre carros, muito menos sobre suas especificações técnicas. Ou pelo menos não era para ser.

O que quero mostrar é a ascensão da FIAT em posicionamento da marca. A FIAT, que alguns anos era vista com uma empresa de carros baratos e de péssima qualidade (e. g. Fiat 147, Família Uno, entre outros), hoje, pode-se arriscar dizer, que tem os carros mais desenvolvidos tecnologicamente do mercado.

Além do Novo Stilo como novidades de encher os olhos qualquer apaixonado por carro, lançou em Agosto passado o Punto, o primeiro carro no Brasil a rodar Windows Mobile, com direito a Bluetooth, Blue&ME (lê -- em voz alta -- suas mensagens SMS) além de outras tecnologias que agradam a qualquer geek.

Há ainda muitos céticos sobre a qualidade da FIAT, mas penso que isso é uma questão de tempo, até porque não se reposiciona uma marca da noite para o dia (às vezes, nem no sentido oposto!).

O certo é que a FIAT está caminhando a passos firmes. Inúmeros cases sobre a empresa italiana estão sendo estudados em Escolas de Administração, o que de certa forma, reflete o compromisso da empresa em mudar seu legado. Não consegui dados sobre o market share da FIAT, mas não me espantaria se soubesse que tem aumentado sua participação principalmente nas classes A e B.

No entanto, nem tudo é um mar de rosas. Algumas atitudes da FIAT, a meu ver, podem colocar em xeque os avanços alcançados. Um deles é a desenfreada mudança de logotipos. Em menos de seis anos, foi trocado duas vezes. A primeira, mais do que justificável, diga-se de passagem, visto a necessidade de dar uma nova cara à marca. No entanto, a segunda talvez fosse desnecessária, levando-se em conta a preocupação com a consolidação da marca.

Aliás, o que eu mudaria, é o slogan: "Movidos pela paixão". Penso que poderia se incorporar algo relacionado a "moderno" e "inovador" aí. Mas este é apenas meu ponto de vista.

Voltando ao Novo Stilo, o que não agradou meus olhos foi o novo layout, digo, design. Façamos assim: me vê o modelo antigo com um câmbio novo, por obséquio.


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¹ Eu sempre achei interessante a sonoridade de "butterfly". Aí os caras vão e traduzem para "câmbio borboleta". Perde toda a graça.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Eficiência por favor

Quando estava fazendo a monografia de conclusão do curso (sim, quase um ano atrás) me deparei com uma tabela bem importante, ela mostrava o Japão como país mais eficiente no uso da energia e ficou lá pela página .. não, na verdade ela não foi publicada, ficou no curiosidades.doc mesmo, mas relacionava a energia/PIB de países industrializados.

Energia/PIB – indicador de intensidade energética - o indicador energia/PIB é denominado intensidade energética do PIB.

E a belíssima explicação, não publicada também:

Os indicadores de intensidade energética permitem a realização de macro-análises sobre a utilização da energia nos diversos setores da economia e sociedade ou, até mesmo, de toda a nação. Para tanto, relacionam variáveis energéticas, sociais e econômicas. Permitem também o traçado da evolução do uso da energia ao longo dos anos bem como a elaboração de perspectivas e tendências do mercado de energia, demanda e suprimento para os anos futuros.

Um bom exemplo é dado pelo Japão que, com a integração de políticas tecnológicas, energéticas e ambientais, conseguiu atingir um dos níveis de intensidade energética mais baixos entre os países da OECD (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Isso permitiu também a redução das emissões de poluentes atmosféricos associadas à utilização da energia ao mesmo tempo em que foi mantida uma taxa de crescimento econômico elevada.

Afinal, o uso eficiente de qualquer coisa em qualquer lugar já devia ter sido elevado ao patamar de indispensável em tempos modernos. Mas enquanto isso não acontece é com aplausos que se constroem mais e mais usinas termoelétricas movidas a carvão [argh] Brasil afora, perpetuando burramente o decadente sistema energético centralizado.

Percebam que mesmo usinas hidrelétricas fazem parte desse sistema, embora com menos desvantagens, e a nossa tão querida água, tão abundante, já dá sinais claros [se você não viu, eu vi] de escassez.

Aliás, não percam as homenagens do blog ao centenário da imigração japonesa no Brasil:

Imigração japonesa 1

Imigração japonesa 2

Bom, voltando .. sem demora veremos todas as atenções voltadas ao uso [pode ser ao mau uso] da água, esse precioso bem, que, se não está sumindo [pois tudo se transforma] está escasseando. Problemas à vista.

Este post deveria falar sobre a água, mas as coisas que eu vi são histórias para o próximo.


sábado, 23 de fevereiro de 2008

Reviews


Desejo e Reparação (Atonement)
Drama/Romance: o filme retrata a vida de uma família Inglesa vivenciada na década de 30, onde uma jovem se apaixona pelo ajudante e amigo da família. Tudo estava no caminho da felicidade até uma falsa acusação, advinda da irmã da jovem, sobre o rapaz, destruir com o romance e fazer com que suas vidas tomassem rumos opostos. A partir daí o drama se estabelece. Mesmo não sendo um grande adorador de romance, achei este filme muito bom, pois conseguiu contextualizar a época de conflitos entre França e Inglaterra na trama, aliado ao romance do casal e ao drama da irmã.
Nota: 4,2 (Daria 4,0; mas pela indicação ao Óscar de melhor filme ganha um bônus de 0,2.)





O Suspeito (Rendition)
Ação: entra em cena o famoso conflito político/religioso entre EUA e o povo mulçumano. Um ataque terrorista, envolvendo uma bomba, acontece em uma praça, dezenas de mortos e feridos, entre eles um norte americano. Logo surge o responsável pelo ato, porém seguem as investigações, encarcerando e torturando um suposto cúmplice, para obter informações sobre o ataque. O filme conta com um elenco grande e disperso, resultando em compreensão lenta do longa. Apresenta uma ótima crítica ao sistema adotado pelos EUA para “solucionar” a guerra contra o terrorismo, sobrepondo-se sobre valores éticos e humanos.
Nota: 3,7

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A trilogia Blue-Ray


Apesar da vitória, a Sony não tem motivos para descansar. Com o avanço da banda larga e computadores mais potentes, seu próximo rival será a internet. Os especialistas afirmam que a concorrência, agora, é com os downloads de vídeos direto da rede.

(Matéria na Exame sobre a vitória do Blue-Ray)


Que o Blue-Ray¹ iria vencer a batalha contra o HD-DVD não é novidade para ninguém (nem para o pessoal da Semp Toshiba, creio eu)². Mas esta era apenas a primeira batalha.

Já li por aí, não me lembro onde, que a segunda batalha que o Blue-Ray (doravante BR) irá enfrentar é contra a pirataria. Não creio. Recursos digitais e tecnológicos para deter isso não faltam. Já reparou que aproximadamente 10% da contra-capa dos álbuns atuais é reservado para selos que comprovem a integridade e a não-violação dos direitos autorais da obra?!

Não quero (res)sucitar aqui uma discussão sobre DRM. Assunto já debatido exaustivamente internet a fora. Apenas me refiro a terceira e, valendo-me da analogia, mais sangrenta batalha que o BR irá enfretar: BR vs. Donwload Legal. Na verdade, não é só o BR que enfrentará essa batalha, mas todas as mídias físicas em geral, mas tomemos o BR como exemplificação.

Engraçado que esses dias estava eu conversando com pai sobre como era a música na "época" dele e, inevitavelmente a conversa desembocou em um discussão sobre a evolução do "comportamento musical". Meu pai, um cara longe de ser considerado "digital", tudo que ele sabe fazer com computador é abrir e-mail, baixar músicas e googlear, disse sem titubear que as mídias físicas estavam com os dias contados. Eu hesitei.

Qual não foi minha surpresa, Rodrigo Prior, parceiro para discutir tendências, compartilha da mesma opinião que a dele. Ainda um pouco mais radical, disse que o BR é um projeto 'nati-morto'.

Eu contra-ataco dizendo que há mais em um CD, DVD ou BR que apenas músicas, filmes ou jogos. Há toda uma produção e desenvolvimento por trás, que, ao se baixar apenas o conteúdo, perde-se quase que por completo.

Mas essa é um discussão ainda recente, pelo menos por aqui, em terras tupiniquins, até porque não há ainda um serviço decente de vendas online. Já viu algum? Lembre-se, eu disse decente.

Nesse sentido, em terras desenvolvidas, pode-se dizer que a Apple saiu na frente. A tão badalada MacWorld '08 e seu fiasco MacBook Air, na verdade deu os primeiros passos para a consolidação de uma nova tendência, que qualquer míope é capaz de visualizar. Uma Time Capsule (aka data center) que faz o back-up (por que não: 'conecta'?) via air (aka WiFi) todos os computadores de uma casa. Dessa forma, você pode acessar seus dados/documentos de qualquer computador. A TV será apenas mais um periférico deste data center capaz de reproduzir, navegar e até mesmo comprar/alugar filmes. Lembrando que já é possível alugar filmes através da Apple TV. De alugar para vender é apenas uma questão de conceito.

Visto por este prisma, pode ser dada como certa, ao final da trilogia, a derrota do BR. Mas até lá tem muito filme ainda. Há os extremistas radicais que não abrem mão da mídia (eu! ao menos por enquanto) e os próprios fabricantes das mídias que não abandonarão o campo de batalha tão cedo.

A meu ver, os grandes generais desta batalhas são os produtores e diretores, que de um lado (da mídia) se preocuparão em desenvolver produtos que agucem o desejo de compra por parte dos consumidores (e.g. lembram do álbum da trilha sonora de "Os Simpsons - o filme"?) e do outro (do lado do donwload legal), procurarão mostrar que a praticidade e o baixo custo da mídia totalmente digital supera qualquer mania consumista.

Na verdade, o tema em questão nada mais é que uma mudança de paradigma. E das grandes! E todos bem sabem que mudanças de paradigmas, assim como grandes batalhas, não acontecem da noite para o dia. É um processo que se dá paulatinamente (eu sempre quis dizer isso).

Em uma sociedade cada vez mais digital e on line, a única certeza que podemos ter é que essa trilogia é apenas uma de muitas outras que virão. Enquanto houver capitalismo, haverá inovação, e com ela, mudanças de paradigmas. Mas isso Schumpeter já dizia lá nos idos anos 1950 -- porque afinal, este é um blog de economistas.

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¹ Não me diga que você ainda não sabe o que é Blue-Ray?! Em duas palavras, Blue-Ray é aquele que vai, agora oficialmente, substituir o DVD, mas a wikipédia explica melhor.
² Depois que se lê livros sobre Estratégia Empresarial, atitudes aparentemente absurdas se tornam simplesmente lógicas.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Reviews

Reviews está de volta e com algumas mudanças:
A partir de agora não será feito apenas em review por semana, mas sim review de todos os filmes assistidos durante a semana que se passou, ou seja, não terá um número fixo de reviews. Devido ao número maior de reviews, a sua estrutura será sucinta, com breves comentários, o que se sobressai no filme e uma nota (0 a 5), lembrando, intimamente pessoal.



Os Dez (The Ten)
Comédia: O filme retrata uma sátira sobre os dez mandamentos religiosos. Para cada mandamento é retratado um curta, contendo como assunto principal cada um dos dez mandamentos, onde os mesmo atores se revezam para interpretar personagens diferentes para cada mandamento. O filme apresenta histórias fracas, pouquíssima irreverência e raros momentos de risos, o que é compromete em muito um filme de comédia. Logo não assistem.
Nota: 2,3







Eu sou a Lenda (I am the legend)
Ficção: É mais um daqueles filmes onde os Estados Unidos, opa.. digo a Terra é atacada por uma virose incurável, disseminando com toda a humanidade, ou quase toda ela, poupando apenas o dr. Robert Neville, interpretado por Will Smith, que passa a ter uma vida solitária com seu cachorro, contra o que se transformaram os seres humanos. O filme contém cenas fabulosas da cidade de Nova York largada as traças, ótimos efeitos, ótima fotografia, porém enredo nada original.
Nota: 4,1





O Invisível (The Invisible)
Drama: O tema central do longa, baseia-se no provável assassinato de um rapaz, por uma jovem, que estuda na mesma faculdade do vitimado. Ela começa a ser perseguida pela polícia e ele, estando a beira da morte passa a segui-la (sob a forma espiritual), pois ela é a única que sabe do seu real paradeiro e pode juntamente com a polícia salvar sua vida. O filme foca, por se tratar de um drama, na relação entre pais e filhos, o que foi bem trabalhado, possui cenários abertos e enredo criativo, porém forçado.
Nota: 3,9

Lost posts e a volta daqueles que não foram.


E eu que escrevi alguns meio posts no lugar errado, o cérebro. Perdi mesmo, se foram junto com aqueles neurônios que a cerveja queimou durante o carnaval. Mentira, o carnaval já acabou e eu continuo sem escrever nada. Nada de nada.

As janelinhas de aviso das minhas assinaturas de newsletters não param, acumulam no e-mail assim como os feeds não lidos, e o #cparty está bombando lá no twitter.

Ok estou perdido, naufraguei em uma ilha imaginária [melhor dizer assim] e só recebo mais informações das mesmas coisas na maioria do tempo e, dentre asneiras e pesquisas britânicas o que tem me chamado atenção, são os rumos da globalização. Que coisa.

Reparem, sempre que enfrentamos alguma crise volta à tona o protecionismo e todos aqueles nervosismos tradicionais, modo já manjado de tapar o sol com a peneira e, com estas crises recentes, as dificuldades de equalização das economias em torno de objetivos, digamos, menos egoístas, tem se explicitado.

[Re]surge então com força a idéia de que problemas que são reconhecidos como globais, devem ser tratados globalmente, nada mais justo, visto que as decisões unilaterais dos países são posições fracas e tendem ao esquecimento quando assim for conveniente. Em determinadas ocasiões, uma supervisão não vai nada mal.

Um pouco mais implícita [ainda] é a importância que tem se dado às organizações supranacionais, estas a meu ver, poderiam/deveriam atuar como uma espécie de paradigma, e esse seria um passo fundamental na bela trajetória da globalização. Está demorando.

Visto isso, uma idéia que chega em boa hora é a criação da - Agência Mundial de Meio Ambiente - para regular as comercializações de carbono, pois nesse mercado já começam a surgir os primeiros grandes problemas, que já não são solucionados nas grandes reuniões esporádicas. É preciso mais ênfase, discussões isentas, permanentes e com poder de persuasão – vai aí uma organização supranacional?

Sem links assim mesmo. Desculpem, é tudo verdade.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Autobiografia vs. Biografia

"Acredito, sim, em inspiração, não como uma coisa que vem de fora, que 'baixa' no escritor, mas simplesmente como o resultado de uma peculiar introspecção que permite ao escritor acessar histórias que já se encontram em embrião no seu próprio inconsciente e que costumam aparecer sob outras formas — o sonho, por exemplo. Mas só inspiração não é suficiente".
(Moacyr Scliar)


Até então eu nunca tinha ouvido nem falar sobre Moacyr Scliar -- embora isso já não é surpresa para mim que ainda não ouvi falar de muita gente, diga-se de passagem. Descobri-o, então, através de sua autobiografia "Moacyr Scliar - O Texto, ou: A Vida" meu melhor presente de natal de 2007 -- embora seja o único.

Não diria que foi o melhor livro lido por mim até hoje, ainda porque minha biblioteca muito carece para se tornar algo reasonable, mas, para todos os efeitos, certamente está entre os melhores. E como prova disso, despertou em mim um novo interesse: ler mais autobiografias.

Mesmo ainda sem ter lido bibliografias (além das da Bíblia), algo me faz pensar que prefiro autobiografias à biografias. Explico.

Um dos momentos que mais aprecio em família é quando gerações anteriores (seja esta a dos pais, avós, bisavós...) contam sobre suas experiências. Nutro um especial apreço por ouvir aquela fala mansa com voz encorpada de conhecimento contar suas histórias, seus casos, relatar sobre sua juventude, as músicas que ouviam, as roupas que usavam, os hypes (embora muito provavelmente nem sequer soubessem da existência desse termo), as perspectivas do futuro à época, seus planos, enfim, quando descrevem o mundo em que viviam, um mundo totalemente diferente do qual vivemos.

Talvez esse apreço se deve à minha persistente tentativa de interpretar o presente à luz do passado com a inútil esperança de que isso irá me ajudar a prever/enteder o futuro. Seja como for, acredito que este compartilhamento de experiência de vida é a melhor maneira de se transmitir conhecimentos e em sua melhor forma: ''in natura".

E penso que por isso então prefiro autobiografias à biografias. De repente biografias e autobiografias poderiam receber um novo conceito. A primeira, ensinamentos sobre a vida de alguém, e, a segunda, experiências que o autor acredita ser tão útil/válidos para a vida, a ponto de desejar materializá-las, compartilhá-las e "eternizá-las". Tem algo mais valioso que conhecimentos learning by doing "for free"?

Poderia ser um pouco mais grosseiro e dizer que uma biografia nada mais é que uma babação de ovo explícita, descarada e sem escrúpulos de alguém em homenagem à outrem, em sua maioria póstumas, -- enquanto que, em se tratando de autobiografias, já não se pode dizer o mesmo até por questões morfológicas -- mas não vou.

Enfim, o livro é ótimo, o autor é excelente (imortal -- com ou sem aspas --, a saber) e o assunto é "meu novo predileto".


PS.: Three! And counting...
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Sociedade Pós-Capitalista - Um quase review

Já comentei lá no Twitter (mas de novo Luis Henrique? Pois é, como disse Fábio Seixas outrora, o twitter é também um behind the scenes dos blogs -- mas voltando ao assunto) comecei a ler um livro essa semana meio que por acidente e, ao que tudo indicava, seria um dos livros mais interessantes lidos por moi.

De fato, seria muito mais interessante se o livro acabasse na introdução, ou, em último caso, a introdução mais a última seção.
O livro em questão é "Sociedade Pós-Capitalista" do honorável Peter Drucker. Na obra, original datada de 1993, o autor tenta "prever" o futuro e discorre, na visão dele, sobre como será a sociedade, então denominada pós-capitalista. Em resumo, o autor enfatiza sobremaneira que o conhecimento será a mola-mestra da nova ordem e que moverá tudo e a todos.

Em "Sociedade Pós-Capitalista", Peter Drucker descreve como a cada uma ou duas centenas de anos ocorreu uma transformação aguda, que afetou grandemente a sociedade -- sua visão de mundo, seus valores básicos, suas empresas, sua economia, e sua estrutura política e social. De acordo com Drucker, estamos agora atravessando (quase finalizando) outra época de mundanças radicais, da Era do Capitalismo e da Nação-Estado para uma Sociedade do Conhecimento e uma Sociedade de Organizações. O principal recurso na sociedade pós-capitalista será o conhecimento e os grupos sociais mais importantes serão constituidos pelos "trabalhadores do conhecimento".

Examinando passado e futuro, Drucker discute a Revolução Industrial, a Revolução da Produtividade, a Revolução Gerencial e o controle das corporações. Ele explica as novas funções das organizações, a economia do conhecimento e a produtividade como prioridade social e econômica. Analisa a transformação da Nação-Estado em Megaestado, o novo pluralismo dos sistemas políticos e a necessária reformulação do governo. Drucker ainda detalha as questões do conhecimento e seu uso, bem como, o papel do conhecimento na socidade pós-capitalista

Eu, um entusiasta do desenvolvimentismo meio neo-schumpeteriano, não pude deixar de achar o assunto mega interessante e lê-lo o mais rápido possível. Mas, fato é que Drucker deixou para tratar sobre o conhecimento, tão enfatizado na introdução, lá na última seção do livro.

O livro como um todo é interessante, não como imaginei que seria, mas em parte o é. É interessante saber como um visionário, tal qual Peter Drucker, imaginou a sociedade, bem como todos os seus inter e intra relacionamentos, há 1,5 década, quando o computador, hoje indispensável, estava começando a desempenhar seu papel.

Uma sociedade cada vez mais centrada no conhecimento, nas especializações, nas especificidades, em uma espécie de releitura da teoria ricardiana de vantagens comparativas.

Paradoxalmente, o livro abrange várias áreas como sociedade, política e quetais, sendo assim, penso eu, interessante para uma diversa gama de profissionais variando de antropólogos, socióligos, cientistas políticos a até economistas, administradores e afins.

Mas dentre tantos temas e assuntos por ele tratados, eu destaco um que me chamou especial atenção -- e não é sobre conhecimento. A velocidade dos ciclos. Como a periodicidade dos ciclos é cada vez menor e a dinamicidade das sociedades é cada vez mais perceptível. Escrever um livro sobre como será a sociedade, ou como esta se comportará daqui a algumas décadas, é muito mais difícil do que algumas décadas atrás.

Enfim, o livro é bom, o autor é bom, e o assunto é interessante. Para finalizar, o desfecho:

"Mas uma coisa podemos prever: a maior mudança ocorrerá no conhecimento -- em sua forma e conteúdo, seu significado, sua responsabilidade e naquilo que significa ser uma pessoa instruída"


PS.: Com este, eu consigo atingir minha meta de ler mais de um livro por mês. \o/
PPS.: Tudo bem que o outro eu tinha começado a ler ano passado, mas dá um desconto, era um brutamonte de 500 páginas, né!!
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